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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O que é Politicamente correto?

Este não é um blog estritamente político, tem várias opiniões e de variados assuntos, por essa razão a evocação ao termo o imbróglio, mas, essa palavra também se refuta as trapalhadas que acontecem no governo local, quando se perde o foco principal, nós sempre viremos intervir.



Evidentemente nas ruas, apesar de não de não estar contribuindo com nossa comunidade como vereador, todos sabem que sou político, e estar na presidência de um partido político que é o Partido Verde nos remete a um chamamento às responsabilidades que a sociedade nos implica, principalmente quando você sente a clara insatisfação de cidadãos que possivelmente vêem obras públicas sendo realizadas para benefício de familiares do nosso alcaide.



Esse governo por diversas vezes fez algo que a constituição expressamente condena, a lei deve ser observada em quatro diretrizes básicas conhecidas também como princípios que se seguem:



1. Legalidade: o administrador só pode agir ou não de acordo com a lei, o interesse público e a moralidade.

2. Interesse público: o ato público só terá validade se o administrador agir para atender ao bem estar da coletividade, ou seja, ao interesse público primário. Ele não pode se realizado visando ao interesse próprio, nem ao interesse público secundário (órgãos públicos e governantes).

3. Supremacia do interesse público: o interesse público prevalece sobre o individual, sendo respeitadas as garantias constitucionais e as indenizações.

4. Moralidade. Trata-se da moral administrativa, ou ética profissional, que consiste no "conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão". Violar a moral, neste sentido, é como violar o próprio direito.

É importante ressaltar que, na anulação de um ato administrativo, o Judiciário precisa examinar a legalidade estrita, a moralidade do ato, e o interesse público.

LEGALIDADE COMUM = lei

LEGALIDADE ADMINISTRATIVA = lei + interesse + moralidade

5. Impessoalidade. A administração deve servir a todos, sem preferências ou aversões pessoais ou partidárias.

O MÉRITO DOS ATOS PERTENCE À ADMINISTRAÇÃO, E NÃO ÀS AUTORIDADES QUE OS EXECUTAM.

A publicidade dos órgãos públicos deve ser impessoal, não podendo conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal (art. 37, § 1a, da CF).

6. Publicidade. Os atos públicos são divulgados de forma oficial, para terem efeito.

Entre as exceções estão:

Segurança nacional

Investigações policiais

Processos cíveis em segredo de justiça

7. Finalidade da administração: atender ao interesse público visado pela Lei, senão é caracterizado como abuso de poder, acarretando a nulidade do ato.

8. Indisponibilidade. A administração não pode transigir, ou deixar de aplicar a lei, senão nos casos expressamente permitidos. Nem dispor de bens, verbas ou interesses fora dos restritos limites legais.

9. Continuidade. Os serviços públicos não podem parar. Não deveria haver greve sem limites no mesmo. Mas o assunto ainda aguarda regulamentação por lei. O militar é proibido de fazer greve.

O particular contratado para executar serviço público não pode interromper a obra sob a alegação de não ter sido pago. Pode suspender os serviços apenas no caso de atraso de pagamento por mais de 90 dias, caso não haja calamidade pública, perturbação da ordem ou guerra.

10. Autotutela: A administração pode corrigir seus atos:

Revoga os irregulares ou inoportunos.

Quando anula atos ilegais, deve respeitar os direitos adquiridos e indenizar os prejudicados, se for o caso.

11. Motivação (fundamentação). Os atos administrativos devem ser justificados de fato e de direito.

12. Razoabilidade. A administração deve agir com bom senso, de modo razoável e proporcional,

13. Proporcionalidade. Este princípio já está contido no anterior.

14. Igualdade. Dentro das mesmas condições, todos devem ser tratados de maneira igual.

15. Controle judicial. Todos os atos administrativos estão sujeitos ao crivo judicial. "A lei não excluirá da análise do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito" (art. 5a, XXXV, da CF).

No Brasil, as decisões administrativas podem ser contempladas pelo Judiciário. Mas, o juiz não pode analisar o mérito do ato administrativo discricionário.

16. Hierarquia. Os órgão e agentes de nível superior podem rever, delegar ou abraçar atos e atribuições. A hierarquia limita-se apenas ao campo do Poder Executivo, Não se aplicando a funções típicas judiciais ou legislativas.

17. Poder-dever. A administração tem o poder e o dever de agir, dentro de sua competência, de acordo com o apontado em lei.

18. Eficiência. O serviço público deve ser enérgico e deve atender à necessidade para o qual foi criado.

19. Especialidade. As autarquias não podem ter outras funções além daquelas para as quais foram criadas, salvo alteração legal posterior.



Como você pôde analisar na Constituição, já há algum tempo, obras e serviços na cidade não estão sendo feitos com essa base constitucional, isso atrapalha a gestão pública e dá caráter pessoal àquilo que é de ordem pública.



No nosso mandato de vereador, estivemos pautados sempre por observar a lei e indiscutivelmente, fazer dela a base de todos os nossos atos como pessoa pública e isso nos trouxe alguns reveses, inimizades de pessoas que seus conceitos políticos não vão além dos seus próprios umbigos, e o que a gente vê é isso aí!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A bandeira da liberdade de imprensa como farsa e engodo da grande mídia

As associações, sindicatos patronais e veículos da grande mídia individualmente têm figurado no polo ativo de grandes questões pertinentes a um direito fundamental da sociedade brasileira, a liberdade de expressão. Dois episódios ilustram os mais recentes embates em torno do tema: a invalidação do diploma de jornalismo pelo STF e os projetos de governo que visam regulamentar a oferta de informação.




Todos são rebatidos sob o argumento de ofensa à liberdade de imprensa. Mas que liberdade é essa, afinal? A Constituição diz que a manifestação do pensamento, a expressão e a plena liberdade de informação jornalística não sofrerão qualquer censura, embaraço ou restrição. Mas também diz claramente que os meios de comunicação não podem ser objeto de oligopólios. E vai além, estabelecendo os princípios norteadores da programação audiovisual: preferência a finalidades educativas, artísticas e informativas; promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente; respeito aos valores éticos da pessoa e da família.



Agora, o que realmente conhecemos hoje como liberdade de imprensa e de expressão?



É a liberdade das elites econômicas do País de controlar e manipular consciências, de disseminar uma visão unipolar do mundo, de monopolizar o direito à expressão, de calar as vozes dissonantes capazes de desestabilizar o status quo. Julgando-se arautos e guardiães da liberdade de imprensa e expressão, eles investem contra toda e qualquer tentativa de discutir os limites da atuação do jornalismo e do entretenimento atual. Qualquer reflexão capaz de questionar o modo como a programação é afetada por decisões de marketing, metas de lucratividade e valores mercadológicos em contraposição a valores sociais – sempre em segundo plano –, causa verdadeiro terror aos magnatas da comunicação.



Basta desligar a TV, parar um minuto e refletir: Quem são os donos da mídia? Quem patrocina os programas? Grandes acionistas e anunciantes elaboram um conteúdo esteticamente preparado para a sedução, a persuasão e o divertimento leve e descomprometido. A eles, não interessa estimular a capacidade crítica de suas audiências, atividade arriscada que poderia levar a um decréscimo inaceitável em seus sempre crescentes faturamentos. Pesados investimentos em publicidade têm destino certo, calculado estatisticamente e medido em variáveis do mercado consumidor, tudo com a mais recente tecnologia a serviço das metas de marketing.



A verdade é que somos disputados pelas marcas o tempo todo. Os anúncios publicitários já encontraram técnicas e métodos de invadir o espaço editorial e nos capturar no meio do programa televisivo ou no meio da leitura da notícia. Contaminado pela ânsia de vender o produto-notícia, o gênero jornalístico já abusa de recursos sensacionalistas para prender a audiência, impedida de desligar a TV ou trocar de canal, sob pena de perder o mais recente e importante desdobramento do crime que mobilizou a opinião pública do País.



As redes sociais na internet, apesar de darem voz e visibilidade a quem de outro modo jamais alcançaria um grande público, continuam sendo produtos e serviços de grandes corporações da internet. Eles oferecem ferramentas com funções idênticas, gratuitas ou pagas, para que você fique cada vez mais tempo conectado em seus domínios. Cada clique se reverte em verba paga ao provedor. Todo movimento é monitorado por softwares de mapeamento de navegação. Seus costumes, gostos, tempo e percurso de navegação, tudo é analisado e armazenado para compor seu perfil como visitante. E oferecer produtos que terão um maior apelo a seus interesses de consumo.



Embora engolfados pelo ritmo das mudanças nas tecnologias, processos e meios de comunicação, não podemos correr o ridículo de soar pessimistas, retrógrados ou saudosistas. Não condenamos necessariamente a inovação midiática, mas sim a apreciação acrítica e alienada de seus instrumentos. Faz-se necessário refletir se o tempo excessivo que o brasileiro passa na internet ou assistindo televisão se converte em benefício para sua formação como ser humano.



Será que a sociedade brasileira está satisfeita com o tipo de informação a que está exposta? Será que abrir um amplo debate junto à população para questionar os termos e limites de exercício da produção cultural como é feita hoje é realmente um ato atentatório à liberdade de imprensa e expressão? É imprescindível desligar a TV, parar um minuto e refletir.



* Jenifer Leão é jornalista, graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas. Atualmente, cursa Pós-Graduação em Assessoria de Comunicação e Marketing, pelo Centro Universitário – Cesmac.

'Com certeza não daria a audiência que foi dada a Ahmadinejad', diz Marina Silva

"Canditada Marina Silva foi a última entrevistada na série promovida pelo Jornal da Globo"




SÃO PAULO - Nesta quarta-feira, 1º, a candidata à Presidência, Marina Silva (PV), foi entrevistada no Jornal da Globo, na sede da TV Globo, em São Paulo. Ela criticou a atuação do Brasil na política externa do governo Lula em relação ao Irã, fez críticas ao tucano José Serra por ter feito uso de uma favela virtual na propaganda eleitoral e defendeu regras para o agronegócio. Ao mesmo tempo, sustentou que o etanol já deveria ter se tornado uma commodity internacional. Política externa Para Marina, o Brasil tem que dar continuidade à 'cultura de paz' e que o País não pode fazer nenhum movimento contra a relação pacífica entre os povos. Ao mesmo tempo, a candidata verde criticou a forma como foi feito o diálogo com o Irã, que segundo ela, está contra os princípios da defesa da democracia e dos direitos humanos. 'Com certeza não daria a audiência que foi dada a Ahmadinejad, que causou um estranhamento nas democracias ocidentais', ponderou Marina, referindo-se à atual política de aproximação do Brasil em relação ao Irã de Ahmadinejad. 'Não se pode fazer em nome do diálogo um movimento político que acaba favorecendo um ditador, que não respeita direitos humanos, que não respeita as liberdades políticas, que tem presos políticos e que tem como objetivo construir e fazer a bomba atômica', alfinetou a candidata do PV. Desenvolvimento e favela virtual Perguntada sobre a questão do desenvolvimento no Acre, Estado onde é senadora, a candidata do PV disse que muita coisa foi feita. Porém, quando novamente questionada sobre saneamento básico, Marina admitiu que o Estado vivia uma situação de 'degradação social', mas que agora muita coisa melhorou. Ela aproveitou para criticar o adversário tucano José Serra, por usar uma favela virtual na campanha. 'O Acre era território, ele passou a ser um Estado, depende de repasses da União. Agora, obviamente que é grave o que acontece ainda no Acre, mas muita coisa mudou e mudou para melhor. Difícil é imaginar que o estado mais rico da Federação - que é o Estado de São Paulo - tenha uma situação como eu vi lá na favela da Mata Virgem', disse Marina. Segundo ela, no Estado não deveria haver favelas com esgoto a céu aberto e localizadas em áreas de mananciais. 'Por isso que eu estranhei que no programa do governador Serra ele tenha apresentado uma favela virtual. Porque tem uma favela real.' Também sobrou críticas para a educação no Rio de Janeiro. 'E o estado do Rio de Janeiro, por exemplo, que é o segundo mais rico da Federação? Está em antepenúltimo lugar em educação. Um dos piores índices de educação', conclui. Agronegócio Em relação ao agronegócio, Marina Silva defendeu regras para a exploração dos recursos naturais e mais investimento em tecnologia. Ela cita como exemplo as tecnologias aplicada na agricultura e na pecuária no Estado do São Paulo. 'Aqui em São Paulo a produção agrícola e a produção de carne têm altíssima tecnologia. Por que não pensar em fazer o mesmo na Amazônia? Por que quando é o cerrado, a Amazônia, o Pantanal, a caatinga, as pessoas acham que podem fazer de qualquer jeito?', indagou. No final da entrevista, a candidata do PV disse que o Brasil tem que mostrar ao mundo que respeita as regras. Curiosamente, ela fez a defesa do etanol como uma commodity e, mais uma vez, fez críticas ao governo Lula. 'As vezes a gente fala do agronegócio, da agricultura, como se fosse uma coisa só. Tem gente que está na vanguarda e estes precisam ocupar a cena, liderar o processo', defendeu a candidata do PV. 'Nós precisamos, por exemplo, transformar o álcool em uma commodity. Por que ainda não aconteceu isso?', fustigou. 'Porque o Brasil perdeu oito anos. Em lugar de fazer a certificação, só fazia propaganda', finaliza Marina Silva.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Larry Rohter: "Este é o 16º ano do governo FHC"


O jornalista americano Larry Rohter, ex-correspondente do New York Times no Rio de Janeiro, ficou célebre entre os brasileiros em 2004, quando quase foi expulso do país por Lula depois de publicar uma reportagem em que dizia que a “predileção do presidente por bebidas fortes estava afetando seu desempenho no gabinete”. Mas a sua relação com o país começou muito antes do episódio, ainda no início da década de 1970, quando conheceu Clotilde Amaral, uma brasileira que estudava idiomas na Universidade de Georgetown, onde ele estudava história e ciência política. Rohter começou a aprender português com Clotilde, que, de professora, tornou-se sua namorada e o trouxe para conhecer o país em 1972. Casaram-se um ano depois, tiveram dois filhos e, do convívio com o país, o jornalista escreveu dois livros. O primeiro, Deu no New York Times (editora Objetiva), lançado em 2008 para o público brasileiro. O segundo, Brazil on the rise (Palgrave Mcmillan) (numa tradução livre, Brasil em ascensão), lançado neste mês, é uma introdução ao país para estrangeiros. “O interesse pelo Brasil já era grande em 2008, quando a editora decidiu fazer o livro, e desde então só aumentou”, diz Rohter. “Já sabemos até que haverá uma edição do livro em chinês.”




Nesta entrevista, concedida por telefone do escritório de sua casa, em Hoboken, região metropolitana de Nova York, Larry Rohter fala da nova obra, da campanha presidencial e do Brasil pós-Lula. O jornalista também revela se o episódio que quase levou à sua expulsão do país alterou sua opinião sobre o Lula como presidente.



ÉPOCA – Para quem o senhor escreveu Brazil on the Rise?

Larry Rohter – O livro é complementar ao primeiro, Deu no New York Times, que era dirigido a brasileiros. É o outro lado da moeda: é um livro dirigido a estrangeiros, ao público que fala inglês. Isso quer dizer que a estrutura e o conteúdo do livro são diferentes. É um público que não conhece o Brasil, talvez nunca tenha estado no país, mas ouviu falar, tem uma curiosidade de conhecer melhor um país que está cada vez mais nas notícias. Nas manchetes, não, mas nas notícias, sim.





ÉPOCA – O interesse dos estrangeiros pelo Brasil tem aumentado?

Rohter – O interesse dos estrangeiros pelo Brasil começou antes de eu escrever este livro e foi um dos motivadores. A editora resolveu publicar uma série sobre os países BRIC. Começaram com a China, depois a Índia, a Rússia. Quando, em 2008, decidiram fazer o livro sobre o Brasil, o interesse já era grande, e só aumentou. Vou fazer uma turnê pelos Estados Unidos para divulgar o livro e claro que vou para os lugares tradicionais, que têm ligações comerciais ou culturais com o Brasil, como Nova York, Washington, Boston e Miami. Mas, além disso, estou recebendo convites para fazer palestras em cidades como Denver, Salt Lake City, San Francisco, Portland, Columbus, Manchester, New Hampshire, lugares que tradicionalmente não têm uma ligação com o Brasil mas estão acompanhando um desenvolvimento da economia mundial e a política internacional e estão reconhecendo que é necessário conhecer o Brasil melhor.





ÉPOCA – Na introdução, o senhor diz que um de seus objetivos era sair dos clichês que sempre marcam a imagem do país lá fora. De que maneira seu livro mostra um Brasil diferente?

Rohter – A começar pelo título do livro e pela capa. A capa não tem uma imagem tradicional do Cristo, da praia, do Carnaval. É o centro de São Paulo, de uma cidade pujante a perder de vista. É uma imagem desconhecida aqui nos Estados Unidos ou na Inglaterra porque, geralmente, o estrangeiro conhece o Rio de Janeiro. São Paulo geralmente é a grande surpresa. E eu queria projetar a imagem de um Brasil diferente, que convida o leitor a conhecer outra realidade. Claro que eu tenho um capítulo sobre a imagem do Brasil tradicional. Seria impossível ignorar o futebol, o carnaval. Mas é um capítulo entre dez. Os outros capítulos tocam assuntos que estão muito além da pauta tradicional sobre o país. Um capítulo foca o Brasil como superpotência cultural. Outro, o Brasil como potência industrial e agrícola. São os novos elementos que mais chamam a atenção do estrangeiro, a economia e o papel do Brasil no cenário internacional, porque também tem um capítulo sobre o Brasil e o mundo.





ÉPOCA – O senhor dedica um capítulo todo à questão racial no Brasil. Por que decidiu dar esse espaço à questão?

Rohter – Nós sempre falamos da desigualdade social e econômica no Brasil mas, no fundo, isso tem um relacionamento muito forte com a questão racial que, para mim, é a raiz das mazelas sociais do país. Todas elas estão associadas à desigualdade racial. Todo povo é racista, não apenas o brasileiro. Tem racismo na China, na África, na Europa, em todos os cantos do mundo. O importante é como você lida com o racismo e se você reconhece que o racismo existe na sua sociedade. Nós, americanos, fomos forçados a reconhecer a mazela do racismo na nossa sociedade. Ainda estamos enfrentando isso, mas assumimos nossa condição de ser um país racista. O Brasil ainda não fez isso. Ainda persiste o mito da democracia, da igualdade racial, de que todas as discriminações contra as pessoas negras ou pardas têm a ver com a condição econômica, a pobreza. A ideologia de Gilberto Freyre ainda contamina o diálogo da questão racial no Brasil. É a minha visão pessoal, mas nasce de uma experiência de muitos anos no Brasil, de ter falado com amigos negros brasileiros, de ter lido muitos livros sobre o assunto. Quando eu era menino, morava na Flórida dos tempos da segregação. Foi uma coisa muito difícil para uma criança absorver, fiquei sensibilizado. Não quero dizer que nós, aqui, somos perfeitos. Mas reconhecemos que temos um problema. O Brasil ainda finge que não existe problema. Há vozes dissonantes, mas elas são minoritárias, não majoritárias. O negro brasileiro continua numa situação de desigualdade. Eu pergunto: onde está o Obama brasileiro? Não vejo um personagem dessa natureza no Brasil. O governo do Lula e do FHC fizeram coisas para melhorar a situação do negro e hoje você vê ministros negros, mais políticos negros, mas o país ainda está tentando fugir de um debate real e honesto da questão racial.



O Brasil ainda não reconheceu sua condição de ser um país racista. A ideologia de Gilberto Freyre ainda contamina o diálogo da questão racial no Brasil





ÉPOCA – O seu livro retrata as mudanças políticas, econômicas e sociais do Brasil dos últimos 30 anos. Como o senhor as vê?

Rohter – De maneira geral, o país está no caminho certo. É preciso acelerar e aprofundar as políticas que levaram a avanços importantes no campo social e econômico. A educação é o gargalo mais sério no futuro próximo. Além disso, saúde, habitação também são importantes. E medidas para dar mais oportunidades para os negros e os pardos.





ÉPOCA – O senhor está acompanhando a disputa presidencial e, em seu livro, faz um perfil dos três candidatos com maior intenção de voto (Marina, Dilma e Serra). Qual a sua visão sobre o cenário político desta eleição?

Rohter – Eu ia dar um perfil de um quarto candidato, o Ciro Gomes, mas ele saiu da disputa, uma vitória política do Lula. Neste instante, o quadro é muito favorável à Dilma. Marina é uma candidata interessante, mas vejo nas pesquisas que ela não continua crescendo. Chegou a um patamar mais ou menos fixo e, agora, o pouco tempo na TV vai dificultar ainda mais uma subida dela nas pesquisas. Ela tem uma plataforma interessante e representa algo diferente, algo fora do esquema tucanos/PT, mas não passa a um segundo turno, se é que vai haver um segundo turno. Porque é possível que a Dilma ganhe no primeiro.





ÉPOCA – A oposição está tendo dificuldades para eleger seu candidato. O senhor já esperava por isso?

Rohter – O Serra demorou demais para confirmar a candidatura. E a escolha do vice foi desastrosa. Indio da Costa como vice-presidente do Brasil? O Álvaro Dias tem experiência, ele teria sido um candidato com força no Sul do país. Mas quando comentei com minha mulher que o Serra tinha escolhido o Indio da Costa, ela ficou atônita e me perguntou: “Aquele menino?” E é isso mesmo. Agora, a escolha da Dilma também não foi ótima. O Michel Temer, embora um político experiente, representa o antigo. Ele não é uma manifestação de uma nova política no país. Dos três candidatos a vice, o mais qualificado é o da Marina (o empresário Guilherme Leal). Ele pelo menos tem experiência em dirigir algo. Não sei se o eleitorado pensa muito no vice, mas veja a história do país: muito mais do que os Estados Unidos nos últimos 50 anos, o Brasil tem vivido momentos em que o vice assume a presidência. O Jango, o Sarney, o Itamar. Dados os problemas de saúde da Dilma, temos que pensar nisso e tenho certeza de que os investidores estrangeiros já estão pensando.



O Serra desperdiçou uma vantagem inicial que tinha. Ele realmente é um político experiente, foi senador, ministro, governador, e um economista com muitas qualidades, que entende do Brasil e do mundo. Agora, não quero desprezar a Dilma. Ela é uma administradora boa, que conseguiu pôr uma estrutura, uma disciplina no gabinete do Lula, e ela é uma pessoa inteligente. Mas ela nunca foi candidata a coisa nenhuma, está começando agora. E quando a vejo em um comício, ou num debate, parece que ela ainda não se sente confortável. E está carente do calor humano que você vê em candidatos como o próprio Lula e outros presidentes brasileiros como JK ou Getúlio. Ser a indicada do Lula parece que compensa todas as dificuldades. Parece. Estamos em agosto. Vamos ver como vai o resto da campanha.





ÉPOCA – Além dos candidatos, o seu livro destaca o nome de Aécio Neves.

Rohter – Eu sei que uma aliança Serra e Aécio enfrentava oposição porque representa a aliança dos paulistas com os mineiros e tem gente que acha que é preciso uma chapa mais abrangente. Mas o Aécio é um candidato formidável. O Aécio tem futuro, sim, é claro, mas parece que o partido não sabe aproveitar toda a força que ele representa. Se não me engano, a última pesquisa que eu vi, há uma semana, dez dias, mostrava que a Dilma tinha 60% de apoio em Minas e o Serra, menos de 20%. Claro que ela é mineira. Mas, mesmo assim, um candidato tucano, num Estado em que Aécio é a figura política principal, teria que ter um desempenho melhor, para ganhar.





ÉPOCA – Os estrangeiros estão olhando para as eleições no Brasil?

Rohter – Ainda não. O que interessa para eles é o resultado: quem vai ser o novo presidente, o que significa para os investimentos, se as mudanças vão ser grandes ou pequenas. No Brasil há apenas um partido de direita, o DEM, e mesmo ele está mudando. Na verdade, no campo ideológico você tende a ver uma convergência. Tanto que eu me lembro que o Francisco de Oliveira, um dos fundadores do PT, quando o Lula assumiu, em 2003, queixava-se de que era o nono ano do governo Fernando Henrique. A esta altura, estamos no 16º ano do governo FHC. Porque a política econômica do governo Lula, com o passar dos anos, é cada vez mais social democrata, no sentido europeu. Claro que ainda existem no partido facções e grupos nostálgicos da linha marxista-leninista, mas não são a maioria. Seria interessante ver como eles vão se comportar num eventual governo Dilma. Se ela tem força suficiente para controlar essa tendência dentro do partido. Mas, hoje em dia, os dois partidos mais importantes no país estão ocupando um campo ideológico que se sobrepõe.





ÉPOCA – Embora o Brasil tenha se saído bem da crise financeira de 2008, alguns dados mostram que o crescimento está desacelerando. Como o senhor vê a economia brasileira nos próximos anos?

Rohter – Isso depende de vários fatores. Nenhum país, nem os Estados Unidos, tem potência suficiente para se isolar da crise mundial. E ainda estamos em crise. Não sou um desses tão otimistas que acham que a crise já passou. Existem vários perigos. Aqui, nos EUA, tem gente, basicamente os republicanos, falando besteira. Existe um grande perigo de deflação nos Estados Unidos que seria desastrosa para o Brasil. Outro fator é a China. O Brasil tem sido, na última década, pelo menos, uma fonte de matérias primas para a China. Temos uma relação triangular. Os Estados Unidos compram bens fabricados na China com matérias primas brasileiras. Aí o perigo para o Brasil é a desaceleração do consumo americano e da máquina industrial chinesa. Claro que aponto no livro que o Brasil tem fatores positivos que outros países da América Latina não têm. Por exemplo, o Chile tem que exportar para sobreviver. O Brasil, não. Aquele mercado de quase 200 milhões de pessoas ajuda muito. O governo foi muito inteligente em navegar aquela primeira fase da crise em 2008, apesar daquela declaração ufanista do Lula [“E a crise? Pergunte ao Bush, a crise é dele”]. Porque o pessoal na Fazenda e no Banco Central sabia do perigo e foi muito capaz em lidar com aquela primeira fase da crise. Agora é outro desafio e requer muito jogo de cintura.





ÉPOCA – Seu livro diz que o jogo de cintura é uma especialidade brasileira...

Rohter – Sim, é verdade. Nas relações pessoais, sim. No campo econômico, até certo ponto, porque o Brasil não é o rei do jogo. O Brasil tem que se conformar com certos limites, não tem autonomia plena. Mas até nós, americanos, já não temos mais autonomia plena, não... Os próximos anos vão ser um desafio. E muito vai depender da agilidade da nova turma que entra no Palácio do Planalto em janeiro.





ÉPOCA – O senhor fala que os estrangeiros nem sempre entendem a hiper-sensibilidade dos brasileiros em relação aos comentários sobre o Brasil.

Rohter – Isso acontece especialmente no início da estadia em um país. Você diz uma coisa aparentemente inocente e seu amigo brasileiro o leva a mal. Aí tem que analisar o que foi que disse, por que a pessoa se ofendeu. Tem que investigar, pesquisar a história do país e da sociedade. Eu me lembro de uma reportagem em que eu usava a palavra “lite”. Aí uma editora aqui em Nova York queria saber por que o brasileiro usava “lite” e não “light”, e aí eles incluíram uma pequena explicação. Aí alguém, não me lembro quem, fez toda uma exposição de como isso representava uma atitude colonialista, dizendo que eu estava debochando do país. Foi uma coisa que me deixou atônito. Porque, às vezes, como dizia o Freud, um charuto é um charuto. Mas acho que nós, estrangeiros, temos que aprender, temos que entender melhor como o brasileiro vê o mundo e por quê.





ÉPOCA – De maneira geral, o senhor critica o jeitinho brasileiro e como ele se transforma na cultura de levar vantagem em tudo. Mas afirma que ele funciona na diplomacia. Como?

Rohter – É um dos grandes méritos do Itamaraty. Eles sabem como construir um acordo com linguagem vaga, digamos. Ele sabem como costurar um acordo que aparentemente diz uma coisa mas pode ser interpretada como outra. É um talento muito útil no cenário mundial.



O jeitinho brasileiro na diplomacia é um dos grandes méritos do Itamaraty. Ele sabem como costurar um acordo que aparentemente diz uma coisa, mas pode ser interpretada como outra.





ÉPOCA – Em seu livro, o senhor diz que a falta de uma posição do Brasil em conflitos regionais fez o país ser conhecido como um “gigante econômico e um anão diplomático”. O Brasil vai ter mais relevância na política externa?

Rohter – Não sei, depende do próximo governo. Nos últimos meses o Brasil foi mais audacioso. Aquela iniciativa com a Turquia sobre a questão nuclear no Irã foi um passo muito ousado. Mas o Brasil se deu mal. Iniciativas fora da área de influência natural do Brasil, ou seja, fora do continente, muitas vezes vão mal. Porque o Brasil ainda não tem quadros treinados para lidar com China. Não tem pessoas com experiência diplomática ou comercial lidando com os chineses. Então cai nas trampas dos chineses, que estão nesse jogo há 5 mil anos. O Brasil quer ser algo mais que um anão diplomático mas é um processo muito difícil. Vai ter episódios muito amargos e o país vai aprender de forma dolorosa. Mas a presença do Brasil como país no cenário mundial é benéfica para todos.





O Brasil quer ser algo mais que um anão diplomático, mas é um processo muito difícil. Vai ter episódios muito amargos e o país vai aprender de forma dolorosa.





ÉPOCA – Como o senhor avalia a relação entre o Brasil e os Estados Unidos?

Rohter – Claro que a relação do governo Lula com o governo Obama não é tão íntima ou calorosa como se esperava, mas o Brasil ainda continua sendo um interlocutar útil, valioso e isso no próximo governo tende a crescer. Acredito que o próximo governo não vai cometer os mesmos erros que o governo Lula cometeu. Como o que aconteceu com a campanha para conseguir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, que prejudicou a relação com Argentina, com México, e não levou a nada. O Brasil fez concessões aos chineses que não foram compensadas.



Em certo sentido, o Brasil entrou na bagunça do Haiti pensando: “Não somos os franceses, não somos os americanos, vamos mostrar como se faz”. Agora está lá ainda sem ideia de como sair. Parte disso é culpa dos EUA e da França, que não cumpriram as promessas de ajuda. Mas às vezes o Lula é confiante demais. Ele vê as coisas de uma maneira simples quando estão complicadas. Ele acha: “O Brasil pode o que os outros não puderam”. E não é assim. No cenário mundial, onde ele tem pouca experiência e pouco conhecimento, as coisas são muito complicadas.



Às vezes, o Lula é confiante demais. Ele vê as coisas de uma maneira simples quando estão complicadas. Ele acha: “O Brasil pode o que os outros não puderam”. E não é assim.





ÉPOCA – No livro o senhor diz que, enquanto a imprensa brasileira valorizou o episódio em que Obama elogiou Lula (“Ele é o ‘cara’”), a imprensa americana praticamente o ignorou. Por quê?

Rohter – O Brasil é sempre muito sensível a isso: como vai a relação com os gringos. E foi um momento interessante no relacionamento entre os dois países. Mas isso passou. Estamos em outra época. A crise de Honduras mudou a situação. Também aquele discurso que o Lula fez no Itamaraty em que ele zombou da Hillary em público e isso não se faz. O governo de Obama agora se pergunta: “com quem estamos lidando? Eles são um governo sério? Eles são um país sério ou não?” Zombar da Hillary naquela vozinha de menina foi muito mal visto em Washington. O primeiro contato com o Brasil também não foi muito positivo. Eu estava viajando com a comitiva de Obama, então candidato, e um assessor dele da área de política internacional fez contato com o Brasil por meio da embaixada. Era uma coisa para não ser divulgada, mas acabou saindo em uma dessas colunas de fofoca. Um pouco o Brasil se vangloriando de um contato com o Obama, mas isso não se faz. E deixou uma impressão inicial negativa. Outras coisas têm acontecido para reforçar essa impressão. Ao mesmo tempo eles reconhecem que o Brasil é um parceiro potencial muito interessante e cada vez mais importante. Não tem como negar a importância que o Brasil tem.





ÉPOCA – Em várias passagens, Lula é apresentado como uma figura anedótica, uma espécie de bobo alegre, fazendo piada de judeu aqui, dizendo que a crise é “problema do Bush”, que é “chique emprestar pro FMI” e que “Pelotas exporta viados”. Não seria interessante mencionar também o episódio em que o senhor quase foi expulso do país por Lula?

Rohter – Menciono brevemente o incidente com o Lula.





ÉPOCA – Em um parágrafo.

Rohter – E só vale um parágrafo. Não quero voltar a esse episódio. Foi um espasmo autoritário do presidente e foi contornado. As instituições brasileiras funcionaram como devem funcionar e fui poupado da expulsão que o governo buscava naquele momento. Não sofri represálias. Ainda estou em contato com elementos do PT.





ÉPOCA – Mas o episódio alterou a sua avaliação de Lula como presidente?

Rohter – Não. Inclusive, neste novo livro, tenho uma visão muito equilibrada do Lula. Reconheço os méritos do governo dele. Na verdade falo de um ciclo de 16 anos – FHC e Lula. O Lula não é um intelectual, mas ele teve a astúcia e a inteligência de ver o valor e a utilidade das mudanças que o governo Fernando Henrique fez e de construir algo usando aquelas mudanças como base. O Lula é um grande político, não tem como negar, não pretendo negar, não quero negar. Mas ele não é intelectual. Ele é mais do estilo Bush.

O Lula é um grande político, não tem como negar, não pretendo negar, não quero negar. Mas ele não é intelectual. Ele é mais do estilo Bush.







ÉPOCA – Mas, em termos de carisma, é possível dizer que Obama está mais para Lula do que para FHC, não?

Rohter – Obama é carismático, sem dúvida, mas é um grande orador e é um intelectual. Então ele difere do Lula. O Lula é um grande orador, mas o estilo dele é mais popular. O Obama consegue despertar esperança, paixões e as mistura com ideias complicadas.





ÉPOCA – O que, na sua opinião, vão representar a Copa de 2014 e os os Jogos de 2016 para o Brasil? Estando fora do Brasil, o que se espera do país como sede desses eventos?

Rohter – É a chance de projetar o país como potência emergente. Vejo oportunidades e perigos. A advertência que a Fifa fez agora sobre os estádios deve ser levada a sério. Fui bastante crítico dos Jogos Panamericanos porque o Rio fez promessas que não cumpriu. Prometeu construir novas estações do metrô, por exemplo. Mas quando o país faz uma promessa e assina um contrato, tem que cumprir. Senão, a credibilidade do país sofre. Daí o perigo. Com a Copa e as Olimpíadas, você está lidando com outros países, outros povos, que têm outros valores e padrões. E eles vão ficar nervosos se tudo ficar para a última hora. Então é bom começar logo para evitar problemas e constrangimentos. Claro que entendo que estamos em campanha eleitoral e isso acaba postergando contratos e decisões.





ÉPOCA – A violência brasileira está sendo vista como um problema pelos estrangeiros?

Rohter – A questão da violência vai ficar cada vez mais importante lá fora. É inevitável que em reportagens sobre episódios de violência no Rio, no quarto ou quinto parágrafo, haja menção ao fato de que a cidade vai ser sede dos dois eventos. Tem incidentes que realmente marcam as pessoas. Para mim foi a morte daquele menino João Helio. Até hoje fico pensando no caso dele, na família dele. Não existe um perigo real viver a cada momento no Rio, mas existe uma preocupação que tira algo do brilho da Cidade Maravilhosa. Conheço pessoas aqui que vão visitar o Brasil e não pretendem ir para o Rio porque já ouviram tantas histórias... Eu digo que é exagero, mas tem que tomar cuidado, é claro.





ÉPOCA – Não nos recordamos, aqui na redação, da suspeita de compra de votos de jurados no Carnaval do Rio na vitória da Vila Isabel com um enredo sobre a Venezuela governada por Hugo Chávez.

Rohter – A imprensa carioca especulou sobre a compra de votos. Eu era correspondente na Venezuela e vi especulação na imprensa lá e, além do mais, tenho parentes que moram na Vila Isabel. Mas confesso que eles são do Salgueiro. Mesmo assim havia especulações sobre isso.





ÉPOCA – Sabíamos da especulação em 2007, quando a Beija-Flor foi campeã.

Rohter – É, também.





ÉPOCA – Quais são as chances de, daqui a dez anos, o senhor escrever o livro The Rise and Fall of Brazil (A ascensão e a queda do Brasil)?

Rohter – O Brasil está subindo, como diz o título do livro. O país chegou a outro patamar. O perigo não é cair, mas haver uma estagnação, deixar de subir com a mesma velocidade. A ideia de um Brasil quinto poder daqui a dez, quinze anos não é irreal. Depende de vocês. É uma aspiração lógica. O país está em uma fase bem diferente de sua história. Eu sou otimista. Nesse sentido sou brasileiro.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sem hora para acabar

Seca, falta de infraestrutura e ano eleitoral formam a combinação propícia para fazer de 2010 um ano cheio de queimadas. E elas já começaram.




zoom Área de queimada registrada pelo Greenpeace no último mês, em Mato Grosso. ©Greenpeace/Rodrigo Baleia

Acostumada a chegar junto com o início do segundo semestre, a temporada de seca, este ano, veio com tudo na Amazônia. Quem dá o sinal é o fogo, que tem se espalhado pelo bioma. Virada a folha do calendário, o mês de julho foi mais um em que os focos de queimada ficaram acima do registrado nos últimos anos. Mais de seis mil focos foram identificados na Amazônia Legal somente esse mês, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2008 e de 175% se comparado a 2009. Uma pista de que ainda vem muita labareda pela frente.



Segundo levantamentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), os próximos meses na região podem ser ainda menos úmidos que o normal. Com a evolução do fenômeno La Niña no Pacífico, a tendência é que a massa de ar seco permaneça forte pelo próximo trimestre, principalmente no Acre, Rondônia e no Mato Grosso. Prato cheio para que as chamas se alastrem.



“A estação da seca mal começou e os números já estão lá em cima, mesmo em estados que tem um histórico de enfrentamento do problema, como o Mato Grosso. O ritmo é preocupante”, observa Raquel Carvalho, da Campanha Amazônia do Greenpeace. O Mato Grosso, aliás, está no topo do ranking das chamas. Só em julho, foram mais de dois mil focos de calor registrados no estado.



“Considerando que esse deve ser um ano mais seco, o cenário pode se agravar ainda mais”, diz Raquel. Para o pesquisador Alberto Setzer, que está à frente do monitoramento de queimadas pelo Inpe, os índices medidos até julho são uma faísca do que ainda está por vir. Segundo ele, tudo isso representa apenas cerca de 10% de tudo o que ainda será queimado esse ano.



De julho a setembro, a estação da seca na Amazônia é a porta de entrada para o fogo. É quando os produtores riscam o fósforo para limpar o terreno, como parte do processo de preparação para áreas de cultivo. Mas em mata seca, não há quem segure as labaredas. E, volta e meia, o que começa como um pequeno foco de queimada vira um grande incêndio.



“Nem as unidades de conservação, que são áreas protegidas por lei, estão escapando. Se uma pessoa toca fogo numa área no entorno, a queimada pode facilmente perder o controle e chegar às UCs”, afirma Raquel Carvalho. Segundo os dados do Inpe, elas já estão chegando, e em todo o Brasil. Desde janeiro, foram 4.045 focos registrados em unidades de conservação, um aumento de 124,3% em relação ao mesmo período de 2009. Nas Terras Indígenas, a situação segue o mesmo caminho. Até agora, 3.563 focos foram identificados, contra 968 no ano anterior.

matéria postada do site do Greenpeace


“Em geral, os estados não têm infraestrutura para lidar com esse problema. E há uma desarticulação dentro do próprio poder público. Os órgãos de monitoramento, fiscalização e combate aos incêndios deveriam estar mais articulados”, critica Raquel, apontando um outro problema que faz de 2010 um ano especialmente propício para o fogo se alastrar: “Estamos em ano eleitoral. E nesse período, a pressão da fiscalização tende a diminuir”.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Criança Esperança? Esperar o que?


Tenho alguns questionamentos em relação a Campanha "Criança Esperança" da emissora televisiva Rede Globo, se o que doamos para emissora vai direto para um conta da UNICEF porque a Globo já não nos fornece o número e passamos diretamente para essa conta da UNICEF?
Porque é justamente na época do Imposto de Renda (abril do ano que vem) vem uma doação da Rede Globo deduzindo seus impostos em nome da UNICEF, com dinheiro de doações de pessoas idôneas mas, tolas, por nao saberem a sacanagem que essa emissora faz conosco. A Rede Globo desconta mais de vinte milhões de seu imposto de renda de pessoas ingênuas como nós.
Agora eu te pergunto, você consegue abater no seu imposto a quantia que você doou para o tal criança esperança?
Vale ressaltar que "criança esperança" é uma 'marca' e não uma entidade, a globo faz com que você pense que está ajudando muitas crianças, mas, na realidade seria uma obrigação dela, que ela transporta para seus telespectadores. É uma verdadeira enganação, uma pena!

É demais...

Mais de sete mil focos de incêndio é muita coisa! É mais da metade que no ano passado. Uma cidade inteira em chamas (Marcelândia - MT), e não é uma cidade comum, é uma cidade que desmata, somente ao seu redor são oito serrarias que carbonizaram às chamas...parece até roteiro de filme, a natureza "contra-ataca" (...) precisamos urgentemente tomar atitudes com relação à proteção ambiental, o desmatamento desordenado é sem dúvida algo que deve ser combatido e medidas sociais, que envolvem essas pessoas que vivem da extração da madeira, devem ser tomadas, investir socialmente nessas pessoas e numa forma de combater o desmatamento desordenado é excencial pra todos nós e para as futuras gerações.

Sabemos que no momento é difícil entender, mas investir na natureza é altamente rentável, temos várias indústrias que fazem isso e não se arrependem, muito ao contrário, o arrependimento foi não ter começado antes esse processo de desenvolvimento ambiental.

É sabido por todos e uma evidência lógica que investir na precaução é muito mais rentável que consertar erros por negligências de agora, as gerações futuras não podem ser privadas de desfrutar as maravilhas que a natureza nos oferece.

Marina Silva propõe maior investimento na educação, propagando não só nessa região mas em todo o país, a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável.

Investir nas gerações futuras é investir em nós mesmos!   

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Num tô intendeno...

Muita gente me pára na rua quando me encontram, o que é muito difícil, pois não tenho saído muito de casa, não vou quase a lugar algum, mas, me perguntam o porque de eu não escrever em meu blog sobre a política local, um dos assuntos que mais sou indagado pelas pessoas é a debandagem geral dos vereadores de oposição para a situação. Por mais que eu esteja informado do que está acontecendo na política de nossa cidade, confesso que não tenho entendido muito bem o porque da debandagem da oposição em apoio a situação, claro que a 'lógica imoral' implica estar sempre perto do "poder" a qualquer custo. E é essa ídéia que talvez tenha imperado. Dos vereadores que ali estão, se recordarem bem de 'situação' autêntica mesmo, só existe o 'Brabo', que sempre esteve filiado ao PV local e saiu do partido apenas por ordem da sua igreja para o partido que ela fundou, dois são basicamente oposicionistas, Leila foi eleita na oposição e é a única com coragem suficiente e discernimento para fazer uma oposição inteligente e consciente, mas está sozinha. Cirineu eleito na oposição, e no meu modo de entender, por tantos pedidos de vista nos projetos vindos do executivo, prova ter conhecimento da matéria apenas no dia da votação, isso acaba desmerecendo sua forma de se posicionar, mas continua com suas origens eleitorais, e isso é bom, Davi eleito pela oposição, conserva suas origens eleitorais se mantém firme, acredito ter até cautela demais poderia defender mais, ascender mais, é eloquente, bem articulado, falta no meu modo de pensar ser mais incisivo, os demais, foram todos eleitos ou já disputaram eleições com outras lideranças políticas que não essas daí, perderam suas raízes oposicionistas e de certa forma, ficam desfigurados de suas características que os trouxeram ao legislativo, pois nem a fiscalização das contas públicas o fazem, muito pelo contrário 'aprovam' as contas 'reprovadas' do prefeito pelo tribunal de contas. É o velho 'conchavo' político, 'me dê isso aqui, que eu voto nisso aí', representar o povo torna-se mero acaso.
O próprio governo municipal ficou 'desfigurado', a vice fez por três anos oposição ferrenha ao prefeito, criticou sua postura imperativa, e hoje faz parte daquilo que tanto criticou, ou mudou alguma coisa e eu não estou sabendo? Se posicionou contra o uso de carro oficial, e ela mesma hoje tem um só pra ela, e muito melhor que o dele, no meu entender 'vice-prefeito' não é cargo, é 'expectativa de cargo', suplência. Em campanha lembro-me que fora prometido em palanque pelo prefeito reeleito que sua vice administraria a cidade enquanto estivesse fora em viagens de interesse municipal, e vemos justamente o contrário, os "dois" vão juntos às 'tais' viagens e a cidade continua 'ao léu' . Inclusive,  esta semana, recebi no meu trabalho, duas críticas de 'maus-tratos' no posto de saúde, onde foram intensificadas as ações de trabalho da citada.

Quando você se identifica e vota em um candidato ou partido, aquilo para o eleitor é quase como torcer pra um time de futebol, existiram os 'waldemaristas', 'serratistas' etc. E isso traz identidade ao candidato, esse "muda-muda" atrapalha a cabeça do eleitor, geralmente em cidade pequena como a nossa, não existe muito o que dizer, todo mundo conhece todo mundo e conservar suas origens é uma forma de se manter eleitoralmente, vim daquilo que é convencionado como 'situação' estava ao lado de Neguito e Jardel, tínhamos um plano de governo escrito a 'quatro mãos' e isso me obrigou a ser seu maior cobrador. Neguito saneou as contas da prefeitura, conseguiu 'economizar' praticamente dois meses de arrecadação, infelizmente naquela época não tinha como captar recursos do governo estadual como do federal, pois era necessário regularizar a situação da prefeitura que não tinha evidentemente mais crédito junto as demais esferas governamentais. Contas saneadas pelo Neguito, crédito em dia, era necessário cumprir o que o próprio Neguito prometera em campanha, e o primeiro ato do vice depois do falecimento do prefeito, foi retirar a equipe que fazia calçadas para a população mais carente, idéia do Neguito e 'símbolo' de sua administração. Aí meus amigos, não entendi nada! Próximo passo das orientações, passadas para o vice, foram de asfaltar todo o centro da cidade, porque se todos lembram o Neguito ganhou a eleição por prometer tirar os 'paralelepípedos' do centro, e isso não foi feito, e olha que tinha recurso próprio pra isso, no caixa da prefeitura foram 'poupados' quase três milhões de reais', por essas pisadas da língua do finado Neguito, e diversos 'chutes', sim 'chutes', porque em nunca vi em toda história dessa cidade, sujeito mais arrogante e sem educação que esse rapaz, que tem por 'hobby' "tirar" as pessoas, e isso faz com maestria, por essas e outras razões deixei claro a toda população meu afastamento do governo municipal, arrisquei, deixei minhas raízes, fiz uma coisa que nunca tinha acontecido na história política de Pirajuí, um político deixar a situação e passar a oposicionar, cobrar mais empenho do governo, paguei pelo meu ônus, sofri 'duas' oposições, na prefeitura e na câmara. Mas, isso não me abateu nem me abaterá, a política corre em minhas veias, estou como um 'urso' de garras 'bem afiadas' apenas hibernando, aproveitando o meu precioso tempo para efetivar meu bacharelado em Direito e cuidando de minha família. Me aguardem, a 'onda verde' com certeza virá afogando o imperativismo fazendo voltar em Pirajuí o respeito às pessoas, principalmente às menos favorecidas...abraços a todos!


Eu,eu, eu! O Planeta se f...

extraído do blog do Sirkis


Só pra dar o gostinho amargo, depois comento mais. O lider democrata no Senado americano Hery Reid avisou ontem à Casa Branca que qualquer esforço para aprovar, mesmo a versão micro da Lei do Clima, que vinha sendo cogitada há algumas semanas, abrangendo só a redução e emissões na geração de energia, já era. A resistência em bloco dos republicanos, somada à de alguns democratas de estados carboníferos enterrou mesmo a versão edulcolocada do Climate Bill.


Não há mais perspectiva alguma de aprovação, num futuro previsível de legislação, que garanta os modestíssimos 17% de redução até 2020 das emissões americanas, tomando como ano base 2005.







É um cenário francamente desastroso, porque diante disso a China e a India não vão querer reduzir nada, e a Europa, Japão e Brasil vão passar a sofrer pressões internas para rever seus anúncios de redução, no nosso caso "voluntários".









Share Postado por Alfredo Sirkis às 15:05

segunda-feira, 19 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ouça essa jovem!

Procuradores pedem impugnação de quase 400 candidatos

Número deve crescer ao longo dessa semana, última para o Ministério Público apresentar os pedidos


Redação Época, com Agência Estado

Pelo menos 371 políticos que pretendem concorrer a cargos públicos nas eleições deste ano tiveram suas candidaturas contestadas na Justiça Eleitoral. Grande parte desses políticos é acusada de ter "ficha suja", segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo junto a órgãos do Ministério Público (MP) e da Justiça. A lista de candidaturas questionadas ainda deve crescer ao longo desta semana, quando termina o prazo para o MP apresentar os pedidos de impugnação.

Entre os que tiveram candidaturas questionadas pelo MP até agora estão o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), que pretende concorrer ao Senado, e o ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC-DF), que quer voltar a governar o Distrito Federal. Os dois renunciaram no Senado para evitar possíveis cassações. As impugnações terão de ser analisadas até 19 de agosto e, em tese, recursos ainda poderão ser encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Dados preliminares da Justiça Eleitoral indicam que cerca de 20 mil políticos pediram registro para disputar as eleições de outubro. De acordo com decisão recente do TSE, os condenados por tribunais não poderão se candidatar porque esse impedimento está previsto na Lei da Ficha Limpa. Pela interpretação da lei, que foi sancionada no dia 4 de junho, deverão ser barrados até mesmo os políticos condenados no passado e aqueles que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação, caso de Roriz e Barbalho.

Em Alagoas, a Procuradoria Regional Eleitoral protocolou na segunda-feira (13) seis ações de impugnação de registro de candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa. Entre as candidaturas questionadas está a do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que disputa de novo o governo do Estado.

No Pará, além de Jader, nove políticos tiveram suas candidaturas contestadas por causa de rejeição de contas relativas a administrações anteriores ou em virtude de renúncias. Um deles é o deputado Paulo Rocha (PT), que agora pediu o registro para concorrer ao Senado. Rocha é suspeito de envolvimento no esquema do mensalão do PT. Outro político que teve a candidatura contestada foi o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR). Garotinho foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico nas eleições de 2008, junto com sua mulher, Rosinha

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Novo Código Florestal

Texto extraído do blog 'vivo verde'

Êhlaiá! Brasil? #CódigoFlorestal? Não Não… Copa do mundo!! É só nisto que a maioria (incluindo até eu, em alguns momentos) estava pensando por estes dias. Mas a história mudou. Hoje a tarde, a Comissão especial que avalia as mudanças do Código Florestal aprovou, a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) aquele fdp. Fonte: Planeta Sustentável Foram 13 votos a favor e 5 contra e as nove emendas que propunham modificá-lo foram rejeitadas.

Segue o nome dos…:

A favor ( o que é ruim)                                               


                                                                               

Aldo Rebelo (PCdoB-SP)                                       

Anselmo de Jesus (PT-RO)                                     

Duarte Nogueira (PSDB-SP)                                 


Eduardo Seabra (PTB-AP)                                    


Hernandes Amorim (PTB-RO)                               


Homero Pereira (PR-MT)                                      


Luis Carlos Heinze (PP-RS)


Marcos Montes (DEM-MG)


Moacir Micheletto (PMDB-PR)


Moreira Mendes (PPS-RO)


Paulo Piau (PPS-MG)


Reinhold Stephanes (PMDB-PR)


Valdir Colatto (PMDB-SC)



Contra ( o que é bom)


 
- Dra. Rosinha (PT-PR)


- Ivan Valente (PSOL-SP)


- Ricardo Trípoli (PSDB-SP)


- Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)


- Sarney Filho (PV-MA)



O texto já está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados. No entanto, devido à natureza polêmica do tema, parlamentares ligados a ambientalistas e ruralistas disseram que isso só deve ocorrer após as eleições de outubro.

É bom lembrar que, o relatório prevê a redução da área de mata ciliar, às margens dos rios que deve ser preservada, chamadas de Áreas de Preservação Permanente (APP) de 30 metros para 15 metros. Isto é um absurdo, afinal as matas ciliares são de extrema importância para a preservação dos rios, encostas, animais que ali vivem, e principalmente, já são muito degradados pelo homem. Embora tenha sido retirada do texto a permissão para que os estados reduzam ainda mais – pela metade – foi mantida a possibilidade para que os órgãos compostos por conselhos estaduais alterem , feito o zoneamento agroecológico, alterem esse tamanho.

O deputado Ivan Valente (P-SOL-SP / A FAVOR (y)) afirmou que o relatório prejudica quem cumpriu a lei e principalmente quem PRESERVOU. Ele considera que um dos maiores problemas na discussão do tema é que não há uma educação para a preservação com atuação efetiva do Estado. “É preciso mais Estado. Tanto para fiscalizar como para dar assistência técnica, principalmente aos pequenos produtores”.



É minha gente, eu estava/estou agrupando material para escrever um post responsável quanto a este assunto. No mais, fica ai o “nominho” e “partidinho” de cada “deputadinho”. NÃO SE ESQUEÇA! Por favor.



Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Temos candidatos da casa.

Hoje começa a corrida eleitoral aqui na nossa Pirajuí, teremos muitos paraquedistas aventureiros, principalmente em se tratando de deputados postulantes, gente que vem aqui, oferecem vantagens pecuniárias para alguns líderes políticos para 'abraçar' sua campanha e nunca mais aparece, precisamos apoiar candidatos comprometidos com nossa comunidade, temos depois de quase cinquenta anos candidatos da casa, Jamil (PSOL)- federal e Miotto (PTB) - estadual, interessante já que alguns políticos de Pirajuí vem defendendo a idéia de apoiar candidatos do nosso torrão, na qualidade de Presidente do Partido Verde, por uma questão de ética partidária, devo apoiar "gratuitamente" e que isso fique bem claro, candidatos da minha sigla, tenho minhas preferências pessoais, tenho adoração pelo presidente nacional do PV o 'Pena' pra quem já teve oportunidade de conhecer esse bahiano erradicado em São Paulo, nota que o PV tem a sua cara, simpatia, desprendimento, carisma e tantos outros atributos positivos que transformaram-se em votos, em Pirajuí, nas quatro campanhas que eu participei, o PV foi sempre a legenda mais votada, e isso é um orgulho para mim e para meus companheiros de partido, como candidato a deputal estadual devo a obrigatoriedade de apoiar o meu amigo Chico Sardelli, deputado eleito por Americana, foi autor de uma emenda de 'cem mil reais' para a prefeitura municipal empregar em obras de galerias pluviais no alto Vila Ortiz, onde existia um grave problema de inundações prejudicando os moradores da rua Distrito Federal, Bahia, Goiás e 'Tira -Terra'. Chico Sardelli também é nosso homem de negociação com o governador do estado para resolvermos problemas na saúde (Santa Casa) e meio ambiente, Chico como deputado é autor de mais de cento e sessenta milhões de reais em emendas para os municípios do estado. Chico também é o responsável por eu estar de volta a esse partido que tanto amo, obrigado velho amigo Chico Sardelli e boa sorte, é isso aí!

Aqui fomos bem.

Nos jogos regionais, dessa vez na vizinha cidade de Lins, nosso time de futebol, conseguiu ontem abater a forte cidade de Pederneiras, estabelecendo um placar de 2x0, notícia boa pra nós que recentemente passamos um vexame na copa da África, perdemos ali não pela falta de um bom futebol, mas sim pela falta de uma objetivação, sofremos um ataque de nervos, estávamos psicologicamente despreparados e com isso a Holanda soube explorar essa deficiência fazendo o placar ser de mérito dela. Torço para a laranja chegar ao final e sagrar-se campeã, e a razão é a seguinte, quantos padres holandeses dedicaram suas vidas a esse país, tivemos casos que os holandeses bancavam não só a "Casa do Garoto" mas, também o "Lar Santa Maria"com doações de roupas e dinheiro, além de moças que dedicavam suas férias aqui em Pirajuí para ajudar nossas crianças, 'eles' merecem, viva a Holanda, que seja laranja então!

Estamos mais enxutos.

Atendendo aos pedidos, estamos repaginando nosso humilde blog, este tinha exatamente esse contexto, uma mistureira de coisas até se tornarem um imbróglio, uma confusão tamanha que ninguém precisaria entender nada, não estávamos aqui para esclarecer, informar, etc., talvez o propósito fosse ajudarmos a confundir, muitas vezes não é necessário explicar tudo, mas fomentar a dúvida, nem sempre interessando a resposta. A maioria das respostas estão nas próprias perguntas, ou melhor dizendo, dentro de cada um, naquilo que é mais íntimo seu.

Por essas e outra razões, estamos refinando nossa página, sem demasias, somente com o essencial, visando mais a informação, limpando o layout, deixando mais leve, livre, como deve ser nossas idéias e opiniões.

Meu muito obrigado às visitações, sinto-me honrado por continuar sendo um dos vários ‘formadores de opinião’ de nossa cidade.

domingo, 4 de julho de 2010

Índio: sangue novo para sair do imbróglio?

Texto extraído do Blog do Sirkis.



Ao contrário de muitas opiniões que ouvi, penso que a decisão de Serra de aceitar o deputado Índio da Costa como seu vice foi uma boa saída, dentro de suas circunstâncias. Normalmente, se espera que torçamos sempre para que as decisões de nossos concorrentes dêem errado. Essa ,no entanto, não é a postura dos verdes. Penso que qualquer acerto programático ou de escolha acertada de equipe de governo que Serra ou Dilma cometam é positiva e elogiável. Já nos propusemos, no caso de uma vitória de Marina, governar com o PT, o PSDB e, eventualmente, com os bons quadros isolados de outros partidos. Por essa razão, quanto melhor rodeados estiverem nossos concorrentes potencialmente melhor para o país.

Serra foi acometido pela maldição do vice. Lula sofreu isso em 1989. Costuma afligir políticos em inferno astral. Tinha o seu vice dos sonhos, Aécio Neves. Sobre a relação de ambos pairavam seqüelas de uma disputa dura pela pré-cadidatura e a insegurança do ex-governador mineiro sobre sua sorte, no caso de uma derrota de Serra. Político em franca ascensão não quis correr o risco de ficar ao relento por quatro anos nessa contingência. Numa conversa que tivemos há três meses em BH ele me disse que gostava do legislativo e queria, de fato, ser senador. Penso que tem razão.

A solução natural para Serra era de fato um vice do DEM que é seu maior partido aliado. Mas o DEM, convenhamos... Era uma difícil encontrar ali alguém que de fato somasse para a chapa. Conversando com o Gabeira sobre o assunto, concluímos que a melhor solução para o Serra seria eventualmente o deputado baiano José Carlos Aleluia, um expoente light do carlismo, um político sério de bom nível intelectual e progressista dentro do contexto daquele partido conservador. A intrigante inviabilização de seu nome parece dever-se aos meandros da política baiana e ao fato de seu concorrente Juthaí Magalhães ser um dos conselheiros mais próximos de Serra.


Naturalmente, a indicação de Índio por Rodrigo Maia deve-se primordialmente ao ardil de retirar do caminho um forte concorrente na corrida interna para deputado federal num contexto em que o presidente do DEM não dispõe mais da máquina da prefeitura para sua campanha eleitoral. Pôde assim ver-se livre de um rival interno talentoso que, ao contrário dele, tem brilho próprio. Mas, em política, Max Weber já notava, o negativo pode produzir efeitos positivos e vice versa e, no caso, levando em conta o elenco disponível no DEM, essa parece ser uma boa solução, ainda que algo arriscada. Não deixa de ilustrar aquela tese americana "all politics is local" (a política é sempre paroquial)


Conheço razoavelmente bem Índio da Costa e, contrariando a maioria das opiniões que li, tenho uma opinião globalmente positiva sobre ele. Fez bons mandatos parlamentares como vereador e deputado e um trabalho sério como secretário de administração. Me recordo dele como um colega aplicado e correto, destacando-se numa equipe em acelerado processo de perda de qualidade. Embora nunca tenha enfrentado abertamente a deriva lamentável de César como prefeito, na sua “segunda encarnação”, como diz Merval Pereira, ao contrário de muitos outros, manteve sempre uma postura digna. No que pese reservas que tenho em relação à avidez dos políticos de sua geração, penso que dentre eles é um dos promissores. Por isso, passada a surpresa da escolha de Serra e independentemente dos seus efeitos político-eleitorais de curto prazo, que parecem duvidosos, opino que Serra, nas suas circunstâncias de saia justa não fez uma má escolha.

Em matéria de vice, assim como em vários outros campos, no entanto, sou muito mais Marina. Não há páreo para o nosso Guilherme Leal!

Salta aos olhos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os mais preparados.

O Partido Verde infinitamente possui os candidatos mais preparados para os cargos que postula, Marina foge do plebiscito e da triste opção do sim ou não ao Governo Federal vindo como uma alternativa que pensa e completamente viável antenada aos modernos princípios de gestão governamental onde a sustentabilidade e o respeito ao ser humano e meio ambiente são as pilastras do jeito verde de governar, já Fábio Feldman com suas atuações na área ambiental em São Paulo destaca-se não só por ser idealizador do maior e mais bem sucedido projeto de proteção ambiental da Mata Atlântica de todo país, mas pelo grande desempenho na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo na sua passagem pelo PSDB, creio que esse afastamento de doze anos da política trouxe experiências obtidas nas suas caminhadas por outros países conquistando pra si, como num "mongismo" intelectual, uma gama de conhecimentos e acertos relacionados a meio ambiente e gestão governamental. Longe da triste gestão de "estado mínimo" aplicada pelos tucanos onde há quatorze anos. Sem dúvida são os mais íntegros e preparados que poderíamos ter pra votar, parabéns ao Pena, Sirkis, Maurício, Rogério e lideranças, bingo!

R-7 : Entrevista o candidato verde ao Governo do Estado Fábio Feldman

Texto extraído do Blog do PV. 
 Ex-secretário do Meio Ambiente aposta

em “onda verde” para vencer em SP

Fabio Feldmann, do PV, compara Marina a Obama e o vice Guilherme Leal a Bill Gates



Marina Novaes, do R7.Texto: ..



Foto por Daia Oliver, do R7

Ex-secretário do Meio Ambiente Fabio Feldmann disputa o governo de SP.

.Afastado da política há 12 anos, o ex-secretário estadual de Meio Ambiente e ex-deputado federal pelo PSDB, Fábio Feldmann, 55, está de volta ao cenário eleitoral, desta vez, para disputar o governo de São Paulo pelo Partido Verde.



Ao lado da candidata à Presidência Marina Silva e do empresário Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos que disputará uma vaga no Senado, o fundador da ONG (organização não-governamental) SOS Mata Atlântica oficializa sua candidatura neste sábado (19), durante convenção estadual da sigla na capital paulista.



Ao R7, o consultor ambiental admitiu que a “onda verde” que tomou conta do mundo nos últimos anos – o tema nunca esteve tão em alta –, e o entusiasmo em torno da candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente foram decisivos para convencê-lo a retornar à política.



Embora reconheça a dificuldade em vencer a disputa, Feldmann pretende se apresentar como uma “alternativa” para o eleitor, em uma briga polarizada entre PSDB e PT – assim como tem feito Marina na corrida nacional.



Em entrevista concedida no final de maio, o candidato verde negou que sua candidatura tenha como objetivo fortalecer seu nome em uma eventual campanha futura para a Câmara; comparou o empresário Guilherme Leal (vice na chapa nacional) ao líder da empresa Microsoft, o americano Bill Gates; e disse que Marina é a “Obama de saias” do país, em referência às semelhanças entre as campanhas da senadora verde e do presidente dos Estados Unidos.



Leia abaixo os principais trechos da entrevista:



R7 – Por que decidiu voltar para a política, após todo esse tempo?



Fábio Feldmann: Eu estou afastado da política faz 12 anos, mas não dos temas que continuo trabalhando. E o fato que mais me motivou foi o momento particular que o Brasil passa, com a Marina na disputa presidencial, o que traz uma oportunidade única de colocar nossos temas em discussão. Até 2020, vamos ter que tomar medidas urgentes, em um espaço de tempo muito curto, em relação ao aquecimento global.



R7- Qual a expectativa em relação à disputa. A campanha ainda está morna?



Feldmann: Acho que a campanha presidencial tem uma característica que a estadual não tem, que é de ser mais conceitual, ter mais debate, até pela cobertura que ela tem recebido na imprensa. [...] Nos Estados, as campanhas ainda estão longe de chegar a essa etapa, que eu acho que é necessária, que é discutir o que se quer para São Paulo.



R7 – O que o PV pretende propor e o que acha que precisa ser mudado no governo atual?



Feldmann: É preciso pensar em São Paulo com a estatura que tem. Nós temos um PIB equivalente ao da Argentina; um Estado com massa crítica; um setor empresarial cosmopolita; e temos a mídia em grande parte aqui. E a ideia é discutir as oportunidades que se têm para São Paulo se colocar no século 21. O conflito hoje que se coloca no mundo, e em São Paulo, são visões do século 21 versus as visões dos séculos 20 e 19.



R7- O que isso significa?



Feldmann: Acho que nós temos que caminhar para uma economia de baixa intensidade de carbono. Já no campo dos municípios, muitas cidades grandes e médias merecem ser repensadas em termos de modelo. Em relação ao transporte, vivemos um modelo que está totalmente superado, que é o do transporte individual, sem transporte público eficiente e poluidor. [...] Enfim, em relação a todas essas políticas públicas, é preciso ter essa visão de avançar em direção ao século 21.



R7 – No cenário nacional, mesmo havendo uma polarização PT X PSDB, a Marina está isolada na terceira colocação. Acha que é possível reverter essa polarização entre os dois partidos em São Paulo?



Feldmann: Eu acho que dá, mas a dificuldade está na exposição. Você pode notar como o espaço de discussão dos governadores é praticamente inexistente, então isso cria uma dificuldade muito grande. O fato é que há uma dificuldade muito clara em colocar alternativa a essa polarização, que não esgota o debate político necessário. [...] Eles têm um debate entre as máquinas: a máquina pública federal versus a máquina estadual. E nós temos as ideias, e é nesse campo que a gente pretende discutir.



R7 – Esse discurso verde ainda assusta os empresários?



Feldmann: A temática ambiental é uma temática muito recente no mundo, ela tem 40 anos. Então, o setor empresarial aqui ainda está muito vinculado a esse debate bipolar entre PT e PSDB, que ainda não explora esse tema. [...] Eu acho que a nossa campanha inclusive tem esse objetivo de colocar isso em discussão.



R7 – Acha que o Guilherme Leal [fundador da Natura e vice de Marina na disputa à Presidência] conseguirá levar esse tema aos empresários?



Feldmann: O Guilherme Leal, nesse sentido, se torna um avalista muito importante da candidatura do PV. É um empresário que, na minha opinião, representa um fenômeno da "Microsoft brasileira", porque a Natura é a Microsoft brasileira. Quando se compara com os outros vices, são vices que atendem muito mais a uma necessidade de composição eleitoral, que tem mais a ver com o tempo de propaganda na televisão, do que com o que Guilherme representa. Neste sentido, ele também sinaliza uma política que se faz não apenas em torno da aliança eleitoral, preocupada só com a questão do tempo de televisão.



R7 - Na Colômbia o candidato Antanas Mockus teve um crescimento surpreendente, por exemplo. Acha que o mundo passa por uma “onda verde”?



Feldmann: Acho que ela existe por inúmeras razões, e acho que o momento é muito propício para o PV crescer nesta eleição. Acho que não tem nenhum outro partido no Brasil para fazer esse debate. […] Acho que existe uma certa fadiga de material [entre os adversários] e, para o eleitorado, a única opção inovadora é o Partido Verde.



R7 – A campanha da Marina já chegou a ser comparada com a do Obama [Barack Obama, presidente dos Estados Unidos]. Existe essa semelhança?



Feldmann: A Marina tem um perfil semelhante, quer dizer, há cinco anos, se nós estivéssemos aqui nessa entrevista provavelmente a possibilidade de os Estados Unidos elegerem um presidente negro não estaria colocada. Então, a eleição do Obama sinalizou uma mudança no mundo, e a Marina é, de certa maneira, a Obama de saias do Brasil. Ela tem uma biografia exemplar, a Marina tem preparo, tem capacidade de articulação, então ela também sinaliza isso para o mundo.



R7 – Foi ela quem o convenceu a voltar para a política e a encarar uma eleição?



Feldmann: Eu conheço a Marina há muitos anos, então ela foi decisiva, porque realmente eu tinha uma opção de não voltar a exercer qualquer mandato político. [...] A motivação que eu tenho é esse momento muito particular que o Brasil vive, não fosse isso, provavelmente eu não seria candidato. [...] Eu estou aqui porque existe um projeto político, acho que a minha candidatura provoca em certa medida o mesmo que o da Marina no cenário nacional com o debate. Certamente os nossos temas dificilmente seriam debatidos sem uma candidatura do PV. E, claro, a minha candidatura também ajuda a Marina, criando palanque para ela no maior colégio eleitoral do Brasil.

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