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domingo, 3 de junho de 2012
Recursos para Prefeituras - Emendas de Iniciativa Popular (até 50 mil habitantes)
sábado, 19 de maio de 2012
Presidenta!
O "Aurélio" deve estar se remoendo no seu túmulo...Parabéns Sr. Hélio Fontes. Meu Português é bem macarrônico, mas seu
texto é fabuloso.
"SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA"
Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos
e despachos iniciais de Dilma Rousseff.
As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras
(maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão, afinal os veículos de comunicação tem a
ética de escrever e falar certo.
* * *
Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada
de Presidenta. E ponto final.
Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
intitulado Olha a Vernácula"
Vejam:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
mendicar é mendicante.
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz a estudante, e
não "estudanta"; se diz a adolescente, e não "adolescenta"; se diz a
paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
português, só para ficar contenta."
Assim ela pareceria mais inteligenta e menos jumenta.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Por 6 a 5, prevaleceu no Supremo o ‘lado claro’
Em julgamento apertado, o STF optou por ficar do lado claro do mundo. Decidiu-se que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça pode investigar juízes suspeitos de desvio de função e corrupção.
Esse entendimento luminoso passou por um triz. As sombras perderam por seis votos contra cinco. Com isso, o CNJ pode tomar a iniciativa de levantar as togas escondidas sob o corporativismo.
Ficou entendido que, quando o Supremo deixa, podemos ser a nação de mulatos inzoneiros de que fala a canção de Ari Barroso sem virar uma zona. Que venha o Carnaval!
Josias de Souza
Esse entendimento luminoso passou por um triz. As sombras perderam por seis votos contra cinco. Com isso, o CNJ pode tomar a iniciativa de levantar as togas escondidas sob o corporativismo.“Até as pedras sabem que as corregedorias dos tribunais não funcionam quando se cuida de investigar os próprios pares”, disse a certa altura da sessão o ministro Gilmar Mendes.
Noutra decisão alvissareira, o Supremo manteve em pé trecho de resolução do CNJ que determina: as sessões de julgamento de juízes serão públicas. Sim, sim. Sessões abertas.
A ministra Cármen Lucia recordou: o Brasil vive sob democracia. Foram-se os tempos das “catacumbas”. O colega Ayres Britto recordou frase atribuída a um juiz americano.
Chama-se Louis Brandeis (1856-1941). Disse o seguinte: “A luz do sol é o melhor dos desinfetantes.” Referia-se à necessidade de transparência no sistema financeiro. Mas vale para qualquer seara.
Ao postar-se do lado claro, ainda que em votação espremida, o STF golpeou aquela ideia de que o Brasil está condenado ao pitoresco e à inviabilidade perpétua.
Ficou entendido que, quando o Supremo deixa, podemos ser a nação de mulatos inzoneiros de que fala a canção de Ari Barroso sem virar uma zona. Que venha o Carnaval!
Josias de Souza
sábado, 7 de janeiro de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Serra: O sonho acabou!
Versão brasileira, Herbert Richards, hehehe.
Com a produção do Capitão Óbvio e a distribuição do sr. Cloaca, está no ar o vídeo que mostra a reação dos personagens envolvidos na trama dA Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.
Não percam!
A Privataria Tucana - O Filme from Cloaca News on Vimeo.
Com a produção do Capitão Óbvio e a distribuição do sr. Cloaca, está no ar o vídeo que mostra a reação dos personagens envolvidos na trama dA Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.
Não percam!
A Privataria Tucana - O Filme from Cloaca News on Vimeo.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Um Juíz, dois coitados e duas melancias.
DESPACHO POUCO COMUM
A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA
NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Intimem-se.
Rafael Gonçalves de Paula
Enviem para Juizes, promotores, advogados, estudantes de direito e outros cursos. Essa sentença é uma aula, mais que isso; é uma lição de vida, um ensinamento para todos os momentos.
A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA
NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:
DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.
Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito
Enviem para Juizes, promotores, advogados, estudantes de direito e outros cursos. Essa sentença é uma aula, mais que isso; é uma lição de vida, um ensinamento para todos os momentos.
Ele com certeza desabafou por todos nós!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Tido como exemplo, Brasil 'se mostra' potência ambiental, mas falha em políticas nacionais
São Paulo – Com papel de destaque entre os países emergentes e como exemplo a nações desenvolvidas, o Brasil vinha continuamente sendo visto como modelo em políticas ambientais. Entretanto, para pesquisadores e ambientalistas, a falta de compromisso obrigatório com a redução de emissão de gases de efeito estufa e decisões políticas que se opõem à sustentabilidade, fazem com que o Brasil caminhe ao contrário do que o país propaga.O Protocolo de Kyoto, que se desenha como o principal desafio para a COP-17 – conferência do clima que será realizada entre 28 de novembro e 9 de dezembro, na África do Sul – é um acordo assinado por 37 países, incluindo a União Europeia, que delibera regras jurídicas para diminuir emissões de gases do efeito estufa. Países emergentes como Brasil, China e Índia não têm metas obrigatórias a cumprir por não serem historicamente responsáveis pelo aquecimento global, restanto apenas medidas espontâneas.
Para Osvaldo Stella, coordenador de projetos do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), mesmo o Brasil mostrando metas voluntárias para reduzir emissões, a situação do país indica que deveriam ser definidas metas obrigatórias.
Com uma política nacional de combate às mudanças climáticas e planos de redução de desmatamento, o esforço para reduzir a emissão de gases que aceleram o aquecimento global torna-se uma ação com custo negativo, já que o principal emissor desses gases é o desmatamento, diferentemente de outros países, que têm na produção industrial o principal emissor.
"À medida que se tem que reformar áreas abertas, concluir a regularização fundiária, permitir que no futuro seja necessário menos controle, tudo isso pode acelerar a economia e não reduzi-la. Então, o Brasil está numa situação que pode reduzir suas emissões com custo zero ou até mesmo com lucro", destaca Stella.
Maureen Santos, do Núcleo Justiça Ambiental e Direitos da ONG Fase, considera o papel do Brasil muito importante, pelo destaque em negociações internacionais e nas mediações em assuntos relevantes, mas ainda está "aquém" de dar exemplo em diversas questões políticas que podem, possivelmente, trazer situações gravíssimas à população.
Entre as medidas políticas que podem manchar a imagem do Brasil perante outros países, são citados o projeto que sugere mudanças no Código Florestal brasileiro e a política energética, vista pelo governo como "limpa", mas que é fortemente baseada em usinas hidrelétricas, principalmente em rios da Amazônia.
"O Brasil 'se vende' como potência, mas tem que assumir o seu ônus. Na área de energia, por exemplo, as hidrelétricas causam pouca emissão ao longo de seu ciclo de vida, mas não se põe na balança os impactos socioambientais de sua instalação", critica Pedro Torres, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.
O coordenador do Ipam afirma que o Brasil pode ser considerado um protagonista nas negociações referentes ao clima, mas, por outro lado, há um forte movimento contrário do governo, que prevê uma série de obras de infraestrutura na Amazônia que se não forem implantadas de maneira adequada, tendem a aumentar consideravelmente o desmatamento.
Outro estigma que o Brasil pode receber refere-se às mudanças no Código Florestal, projeto que encontra-se em tramitação no Senado e está prestes a ser votado em plenário. O novo código tem como destaques a diminuição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) em cursos de rios, que passarão dos atuais 30 metros para 15 metros, além da falta de proteção ambiental para nascentes e olhos d'água e da possibilidade de anistiar de multas oi produtores agrícolas que desmataram antes de julho de 2008.
O coordenador do IPAM considera que a flexibilização da legislação ambiental pode passar um recado à sociedade de que a lei não precisa ser respeitada no país. "Do jeito que o código está fechado hoje. Você pode desmatar à vontade porque lá na frente muda-se a lei novamente e fica tudo bem", lamenta.
Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Ataque A Globo
"Enquanto os homens exercem seus podres poderes, morrer e matar de fome, de raiva e de sede, são tantas vezes gestos naturais." (Caetano Veloso)
QUEM SEMEIA INTOLERÂNCIA COLHE ÓDIO
Penso que essa manifestação parte do povo que não é mais burro e vê na Famiglia Globo aquilo que muitos não vêem...
sábado, 27 de agosto de 2011
Bancada do PV trata da sustentabilidade do Brasil em encontro com Dilma
No encontro a presidente anunciou que o lançamento do programa Bolsa Verde será na Amazônia.
A defesa da sustentabilidade, do país e a importância da RIO + 20 foram os principais temas abordados no encontro da Bancada do Partido Verde com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, 25, em Brasília.
“Viemos agradecer o apoio da presidente na defesa do Código Florestal e pedir que continue seu empenho para que o Senado corrija as distorções, equívocos e retrocessos que foram cometidos na Câmara na votação do projeto”, relatou o líder da bancada, deputado Sarney Filho (MA).
Outro ponto destacado foi a realização da RIO+20 (cúpula de desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho de 2012, no Rio de Janeiro). “Falamos que a conferência poderia ser uma excelente oportunidade para discutirmos, dentro da economia verde, o combate à miséria e à pobreza. A gente nota que o governo da presidente Dilma está inteiramente engajado na agenda da sustentabilidade”, afirmou.
O parlamentar informou ainda que os verdes reafirmaram seu apoio às ações do governo com relação à limpeza ética e ao crescimento do país. “Conversamos a respeito das medidas que a Presidente tem tomado e dissemos que iríamos ser solidários na governabilidade”, disse Sarney Filho. Em nota divulgada semana passada, o partido foi o primeiro a se solidarizar com as medidas.
Na ocasião, a presidente anunciou que o lançamento oficial do programa Bolsa Verde será na Amazônia. O projeto faz parte do programa "Brasil sem Miséria" e prevê o pagamento de R$ 300 a cada trimestre para famílias pobres que realizarem atividades de preservação da natureza no meio rural (MP 535/11).
Sarney Filho informou que o PV não aderiu à base governista, mas que o fato de a presidente, cada vez mais, ampliar o compromisso com a agenda da sustentabilidade aproxima o partido e o governo. "Não sentimos essa necessidade. A presidente ficou muito satisfeita com nossa visita, mas não houve adesão ao governo. Vamos continuar com nossa postura de independência. O governo sabe que naquilo que for importante para o Brasil e para a sustentabilidade do nosso país, poderá contar com o Partido Verde”, disse o deputado.
Também participaram do encontro os deputados Penna, Ricardo Izar, Dr. Aluízio, Rosane Ferreira, Antonio Roberto, Fábio Ramalho, Roberto de Lucena, Lindomar Garçon e o Senador Paulo Davin.
Assessoria de Imprensa
Liderança do Partido Verde
Câmara dos Deputados
A defesa da sustentabilidade, do país e a importância da RIO + 20 foram os principais temas abordados no encontro da Bancada do Partido Verde com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, 25, em Brasília.
“Viemos agradecer o apoio da presidente na defesa do Código Florestal e pedir que continue seu empenho para que o Senado corrija as distorções, equívocos e retrocessos que foram cometidos na Câmara na votação do projeto”, relatou o líder da bancada, deputado Sarney Filho (MA).
Outro ponto destacado foi a realização da RIO+20 (cúpula de desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho de 2012, no Rio de Janeiro). “Falamos que a conferência poderia ser uma excelente oportunidade para discutirmos, dentro da economia verde, o combate à miséria e à pobreza. A gente nota que o governo da presidente Dilma está inteiramente engajado na agenda da sustentabilidade”, afirmou.
O parlamentar informou ainda que os verdes reafirmaram seu apoio às ações do governo com relação à limpeza ética e ao crescimento do país. “Conversamos a respeito das medidas que a Presidente tem tomado e dissemos que iríamos ser solidários na governabilidade”, disse Sarney Filho. Em nota divulgada semana passada, o partido foi o primeiro a se solidarizar com as medidas.
Na ocasião, a presidente anunciou que o lançamento oficial do programa Bolsa Verde será na Amazônia. O projeto faz parte do programa "Brasil sem Miséria" e prevê o pagamento de R$ 300 a cada trimestre para famílias pobres que realizarem atividades de preservação da natureza no meio rural (MP 535/11).
Sarney Filho informou que o PV não aderiu à base governista, mas que o fato de a presidente, cada vez mais, ampliar o compromisso com a agenda da sustentabilidade aproxima o partido e o governo. "Não sentimos essa necessidade. A presidente ficou muito satisfeita com nossa visita, mas não houve adesão ao governo. Vamos continuar com nossa postura de independência. O governo sabe que naquilo que for importante para o Brasil e para a sustentabilidade do nosso país, poderá contar com o Partido Verde”, disse o deputado.
Também participaram do encontro os deputados Penna, Ricardo Izar, Dr. Aluízio, Rosane Ferreira, Antonio Roberto, Fábio Ramalho, Roberto de Lucena, Lindomar Garçon e o Senador Paulo Davin.
Assessoria de Imprensa
Liderança do Partido Verde
Câmara dos Deputados
sábado, 20 de agosto de 2011
Reuião de Dilma com o Sudeste
Ao longo de todo o evento, Dilma e FHC, que se sentaram lado a lado, conversaram ao pé do ouvido. Segundo o iG apurou, o ex-presidente pediu para participar do evento. FHC ficaria na plateia, mas foi convidado por Dilma para compor a mesa. Após o ato, em almoço oferecido pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-presidente tucano voltou a ter lugar cativo ao lado da presidenta. Os dois conversaram durante todo o almoço. A troca de afagos ocorre no momento em que ela enfrenta dificuldades com a base aliada.
A ausência do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi sentida por políticos presentes na assinatura do pacto. Nesta manhã, o prefeito esteve em Brasília com a presidenta para um café da manhã com líderes do novo partido PSD. "A presidenta conseguiu, com Alckmin, uma parceria que não conseguiu com Kassab, que por sinal não está aqui, nem com Serra (ex-governador de São Paulo José Serra)", disse a senadora Marta Suplicy (PT-SP), ex-prefeita de São Paulo e cotada para disputar o cargo novamente em 2012.
Em seus discursos, Dilma, Alckmin e os demais governadores trocaram elogios. A presidenta classificou o ato como um "pacto republicano e multipartidário". Alckmin destacou o simbolismo político do evento, que classificou como um marco. "Identifico aqui um momento em que a política, tantas vezes aviltada, cumpre sua função. Identifico aqui um marco. Ultrapassamos o momento de disputa para unir esforços", disse. O governador paulista também falou sobre a generosidade, patriotismo e do espírito conciliador de Dilma.
Os discursos foram interpretados como uma indireta para Serra, que se recusava a assinar convênios para implantação do Bolsa Família na cidade de São Paulo quando prefeito.
FHC x Lula
Em um momento de "saia justa", Alckmin creditou a Fernando Henrique Cardoso a paternidade dos programas sociais que hoje fazem parte do Brasil Sem Miséria, como o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação e o auxílio-gás. E disse que foi a estabilidade econômica conseguida nos anos 90 que possibilitou que o governo se organizasse para tirar tanta gente da miséria.
O governador ressaltou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu unificar os programas do tucano. "A inteligente medida provisória do governo Lula deu unicidade e notável expansão (para esses programas)", disse. O ex-presidente participa hoje de uma série de compromissos em Minas Gerais.
Dilma, em seu discurso, agradeceu a presença de FHC, mas fez questão de dar o crédito para o ex-presidente Lula por ter levado "uma argentina" da pobreza para a classe média. "Essa é a herança bendita que o presidente Lula me legou".
Ricardo Galhardo, iG São Paulo
A ausência do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi sentida por políticos presentes na assinatura do pacto. Nesta manhã, o prefeito esteve em Brasília com a presidenta para um café da manhã com líderes do novo partido PSD. "A presidenta conseguiu, com Alckmin, uma parceria que não conseguiu com Kassab, que por sinal não está aqui, nem com Serra (ex-governador de São Paulo José Serra)", disse a senadora Marta Suplicy (PT-SP), ex-prefeita de São Paulo e cotada para disputar o cargo novamente em 2012.
Em seus discursos, Dilma, Alckmin e os demais governadores trocaram elogios. A presidenta classificou o ato como um "pacto republicano e multipartidário". Alckmin destacou o simbolismo político do evento, que classificou como um marco. "Identifico aqui um momento em que a política, tantas vezes aviltada, cumpre sua função. Identifico aqui um marco. Ultrapassamos o momento de disputa para unir esforços", disse. O governador paulista também falou sobre a generosidade, patriotismo e do espírito conciliador de Dilma.
Os discursos foram interpretados como uma indireta para Serra, que se recusava a assinar convênios para implantação do Bolsa Família na cidade de São Paulo quando prefeito.
FHC x Lula
Em um momento de "saia justa", Alckmin creditou a Fernando Henrique Cardoso a paternidade dos programas sociais que hoje fazem parte do Brasil Sem Miséria, como o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação e o auxílio-gás. E disse que foi a estabilidade econômica conseguida nos anos 90 que possibilitou que o governo se organizasse para tirar tanta gente da miséria.
O governador ressaltou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu unificar os programas do tucano. "A inteligente medida provisória do governo Lula deu unicidade e notável expansão (para esses programas)", disse. O ex-presidente participa hoje de uma série de compromissos em Minas Gerais.
Dilma, em seu discurso, agradeceu a presença de FHC, mas fez questão de dar o crédito para o ex-presidente Lula por ter levado "uma argentina" da pobreza para a classe média. "Essa é a herança bendita que o presidente Lula me legou".
Ricardo Galhardo, iG São Paulo
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
REforma política
Felipe Prestes
O relator da Comissão de Reforma Política da Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), apresentou nesta quarta-feira (17) as conclusões de seu trabalho. O deputado elaborou um anteprojeto que altera o sistema de eleições proporcionais e institui o financiamento público de campanha, além de quatro propostas de emenda à Constituição, que alteram questões mais pontuais, como a suplência do Senado. Fontana diz confiar no avanço da reforma política, uma vez que a população estaria sentindo “os sinais de exaustão” do atual sistema eleitoral.
“Eu destaco o financiamento exclusivamente público de campanha, considero a mudança mais estrutural, porque hoje temos uma democracia cada vez mais pautada pelo poder econômico”, afirma Fontana ao Sul21. Quanto ao sistema das eleições proporcionais, Fontana estabeleceu que o eleitor votará duas vezes para cada cargo – um voto em uma sigla e outro em um candidato. Metade das cadeiras conquistadas por cada partido será de acordo com a lista partidária e metade para os candidatos mais votados.
O relatório de Fontana será discutido pela comissão e deverá ser votado em, no máximo, três semanas. Em seguida, vai para votação no plenário da Câmara. Entretanto, mesmo que as propostas sejam aprovadas, ainda haverá o trabalho de concatenar as mudanças do Senado e da Câmara. Ainda assim, Fontana se diz confiante de que a reforma saia do papel. “Minha expectativa é bastante grande. A sociedade quer um sistema político melhor que o atual, ela sente os sinais de exaustão deste sistema”.
O deputado destacou também que para as alterações mais importantes não é preciso mudar a Constituição. Assim, o anteprojeto principal precisa apenas de maioria simples no plenário, não de dois terços de aprovação.
Fundo será gerido para campanhas
O anteprojeto de Henrique Fontana define a criação de um fundo com recursos do orçamento para financiar as eleições. Este fundo poderá ter aporte de pessoas físicas e jurídicas que, evidentemente, não poderão escolher para que candidato seus recursos irão, mas apenas ajudar o País a financiar as eleições. A proposta prevê sanções para quem buscar algum tipo de arrecadação alternativa, mesmo que seja do próprio bolso.
A proposta do relator já discrimina qual o percentual do fundo seria destinado para as eleições de presidente, governador, senador e assim por diante, estabelecendo que a distribuição entre os Estados e municípios se daria de acordo com número de eleitores e de representantes no Parlamento. A distribuição dos recursos entre os partidos considerará suas representações nas câmaras e assembleias correspondentes. Um percentual de 5% do fundo ficaria resguardado para distribuição igualitária entre as agremiações.
Sistema proporcional misto
Mesmo destacando o financiamento público de campanha, o deputado Henrique Fontana acredita que ele precisa ser aprovado juntamente com um sistema de votação “coerente”. O financiamento público, segundo o deputado, deve ser acompanhado do voto em lista, já que os candidatos não terão acesso a recursos, apenas os partidos. “Eu espero aprovar as duas coisas. Ao aprovar ao financiamento, tu precisas aprovar um sistema que tenha coerência com este processo de financiamento”, defende.
Henrique Fontana destaca a necessidade de ampliar a relação dos brasileiros com os partidos por meio do voto em lista, alertando que a política não pode ser um “festival de personalidades”. Ele pondera que o voto duplo é uma forma de respeitar a cultura política. “Este voto duplo é uma espécie de respeito à cultura do eleitor brasileiro, que gosta de escolher um candidato. Estou convencido de que uma lista pura é uma mudança muito brusca”.
De acordo com o voto duplo, os eleitos de cada sigla serão intercalados. O primeiro eleito de cada partido será o mais votado nominalmente; o segundo, será o primeiro da lista da sigla, e assim por diante. Para Fontana, isto pode dar um equilíbrio entre a vontade dos partidos e da população. “Um partido pode colocar um candidato em décimo lugar de sua lista e, se ele for o mais votado nominalmente, será o primeiro a entrar”.
Entre as alterações constitucionais propostas por Henrique Fontana estão o fim das coligações proporcionais e a redução do número de assinaturas previstos para projetos de iniciativa popular tramitarem no Congresso, facilitando a participação direta dos cidadãos.
O relator da Comissão de Reforma Política da Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), apresentou nesta quarta-feira (17) as conclusões de seu trabalho. O deputado elaborou um anteprojeto que altera o sistema de eleições proporcionais e institui o financiamento público de campanha, além de quatro propostas de emenda à Constituição, que alteram questões mais pontuais, como a suplência do Senado. Fontana diz confiar no avanço da reforma política, uma vez que a população estaria sentindo “os sinais de exaustão” do atual sistema eleitoral.“Eu destaco o financiamento exclusivamente público de campanha, considero a mudança mais estrutural, porque hoje temos uma democracia cada vez mais pautada pelo poder econômico”, afirma Fontana ao Sul21. Quanto ao sistema das eleições proporcionais, Fontana estabeleceu que o eleitor votará duas vezes para cada cargo – um voto em uma sigla e outro em um candidato. Metade das cadeiras conquistadas por cada partido será de acordo com a lista partidária e metade para os candidatos mais votados.
O relatório de Fontana será discutido pela comissão e deverá ser votado em, no máximo, três semanas. Em seguida, vai para votação no plenário da Câmara. Entretanto, mesmo que as propostas sejam aprovadas, ainda haverá o trabalho de concatenar as mudanças do Senado e da Câmara. Ainda assim, Fontana se diz confiante de que a reforma saia do papel. “Minha expectativa é bastante grande. A sociedade quer um sistema político melhor que o atual, ela sente os sinais de exaustão deste sistema”.
O deputado destacou também que para as alterações mais importantes não é preciso mudar a Constituição. Assim, o anteprojeto principal precisa apenas de maioria simples no plenário, não de dois terços de aprovação.
Fundo será gerido para campanhas
O anteprojeto de Henrique Fontana define a criação de um fundo com recursos do orçamento para financiar as eleições. Este fundo poderá ter aporte de pessoas físicas e jurídicas que, evidentemente, não poderão escolher para que candidato seus recursos irão, mas apenas ajudar o País a financiar as eleições. A proposta prevê sanções para quem buscar algum tipo de arrecadação alternativa, mesmo que seja do próprio bolso.
A proposta do relator já discrimina qual o percentual do fundo seria destinado para as eleições de presidente, governador, senador e assim por diante, estabelecendo que a distribuição entre os Estados e municípios se daria de acordo com número de eleitores e de representantes no Parlamento. A distribuição dos recursos entre os partidos considerará suas representações nas câmaras e assembleias correspondentes. Um percentual de 5% do fundo ficaria resguardado para distribuição igualitária entre as agremiações.
Sistema proporcional misto
Mesmo destacando o financiamento público de campanha, o deputado Henrique Fontana acredita que ele precisa ser aprovado juntamente com um sistema de votação “coerente”. O financiamento público, segundo o deputado, deve ser acompanhado do voto em lista, já que os candidatos não terão acesso a recursos, apenas os partidos. “Eu espero aprovar as duas coisas. Ao aprovar ao financiamento, tu precisas aprovar um sistema que tenha coerência com este processo de financiamento”, defende.
Henrique Fontana destaca a necessidade de ampliar a relação dos brasileiros com os partidos por meio do voto em lista, alertando que a política não pode ser um “festival de personalidades”. Ele pondera que o voto duplo é uma forma de respeitar a cultura política. “Este voto duplo é uma espécie de respeito à cultura do eleitor brasileiro, que gosta de escolher um candidato. Estou convencido de que uma lista pura é uma mudança muito brusca”.
De acordo com o voto duplo, os eleitos de cada sigla serão intercalados. O primeiro eleito de cada partido será o mais votado nominalmente; o segundo, será o primeiro da lista da sigla, e assim por diante. Para Fontana, isto pode dar um equilíbrio entre a vontade dos partidos e da população. “Um partido pode colocar um candidato em décimo lugar de sua lista e, se ele for o mais votado nominalmente, será o primeiro a entrar”.
Suplente do Senado seria deputado
Outra alteração importante, que está sendo encaminhada por meio de proposta de emenda constitucional (PEC) diz respeito à suplência do Senado. Hoje, o suplente é eleito junto com o senador e, invariavelmente, a população mal fica sabendo quem está elegendo como substituto. De acordo com a PEC de Fontana, o deputado federal mais votado de cada Estado ficaria como suplente dos senadores conterrâneos.
Entre as alterações constitucionais propostas por Henrique Fontana estão o fim das coligações proporcionais e a redução do número de assinaturas previstos para projetos de iniciativa popular tramitarem no Congresso, facilitando a participação direta dos cidadãos.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Errar é "um mano".
Seria uma revanche da guerra do Paraguai? Pode até ser o espírito do jogo foi diferente e o Paraguai trabalhou nos erros do Brasil, e deu no que deu,fica a pergunta será que o Dunga era tão ruim assim ou não existem mais craques como antigamente, deve o Brasil se apoiar em apenas um ou dois jogadores?
O que realmente vemos é uma necessidade de reestruturação começando do alto escalão até os menores, sem dúvida é preciso fazer alguma coisa, arriscarmos uma mudançadrástica para não ser pior na copa.
Você verá nesse vídeo aí embaixo um jogador dos Emirados Árabes, batendo pênalti, fica aí de lição para os nossos "melhores" jogadores...
Você verá nesse vídeo aí embaixo um jogador dos Emirados Árabes, batendo pênalti, fica aí de lição para os nossos "melhores" jogadores...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Partido Verde - RJ
Nota de esclarecimento aos brasileiros
Nota de esclarecimento aos brasileiros
O Partido Verde e sua candidata fizeram nascer nos corações e mentes de milhões de brasileiros a idéia de uma terceira via possível, uma alternativa consistente ao quadro simplista que nos era apresentado, de um Brasil com apenas duas portas que poderiam ser abertas em direção ao futuro. Não apenas nos consolidamos como uma opção política concreta. Influenciamos a reformulação das plataformas dos dois candidatos alçados ao segundo turno das eleições presidenciais, mediante a inserção da questão moral e ambiental como tema de peso a ser considerado.
O Partido Verde e sua candidata, Marina Silva, fizeram história. A campanha que levou a causa verde para um número de brasileiros que nem nós no princípio esperávamos marcou-se pela sintonia perfeita entre o partido político e sua candidata. A luta em prol de uma sociedade equilibrada e justa do ponto de vista social e ambiental está e continuará no cerne das preocupações do Partido Verde.
Por essa luta, esforços foram empreendidos e dificuldades iniciais superadas. O Partido Verde tem como marca teses avançadas e pioneiras, que sempre abrangeram, além da questão ambiental, o apoio à luta das minorias e a defesa de temas como a união homoafetiva e a descriminalização do aborto e das drogas, entre outros. Com generosidade e respeito às diferenças, para receber Marina Silva sem quaisquer freios, estabelecemos a cláusula de consciência, que permite que filiados explicitem suas posições pessoais em relação a itens do programa partidário em face de convicções religiosas. Reconhecendo desde o início a relevância política de Marina, foi alterado, também, o número de membros da Executiva do partido, de maneira a abrir espaço a vozes diretamente ligadas à futura candidata.
Também fomos o partido que lançou o maior número de candidatos aos governos estaduais com o objetivo de consolidar a candidatura presidencial, o que dificultou o fortalecimento da nossa bancada Federal, que baixou de 15 para 14 deputados. Com olhar para o país, assumiu-se que o partido e Marina deveriam se empenhar para estar em plena convergência.
Não podemos nos furtar, todavia, a expressar nossa posição sobre a situação que gerou a polêmica em torno da possível saída de Marina Silva de nosso partido. Consideramos que estamos passando por nossa primeira grande crise de crescimento. O Partido Verde e suas lutas, entretanto, são maiores do que qualquer pessoa. Temos certeza de que ultrapassaremos os problemas atuais e sairemos fortalecidos desse processo.
Deve ser dito que não nos recusamos, em momento algum, a efetivar aperfeiçoamentos nas regras que moldam o funcionamento de nosso partido. Estão programadas atualizações programáticas e elas ocorrerão, no tempo oportuno dos verdes, e como decorrência de amplo debate interno e com a sociedade, não da imposição de grupos determinados que integram o partido. Cabe explicar que, no atual estatuto do Partido Verde, não se apresentam quaisquer óbices à participação dos filiados nos processos internos de tomada de decisão. Muito ao contrário.
A transformação dos partidos políticos, como toda construção social, necessita ser conduzida de maneira democrática e responsável. Os processos nesse sentido devem ter como base a tolerância, a abertura para negociação, a persistência, a paciência e a humildade. Não abriremos mão das discussões necessárias, francas e abertas, antes de efetivar modificações na organização e na dinâmica de nosso partido.
O Partido Verde lamenta muito essa falsa polêmica artificialmente inflada sobre a falta de democracia interna, que tem gerado distorções injustas na imprensa brasileira. Continuaremos sempre abertos para receber em nossas fileiras pessoas que entendem que a luta pelo coletivo é muito mais relevante do que a luta pelo individual. A construção da sociedade do futuro demanda trabalho árduo e permanente, que não pode prescindir de cidadãos dispostos a ajudar. Enfatizamos, contudo, que, independentemente de qualquer pessoa, o partido opta por continuar pautado por seus princípios e ideais.
Os signatários deste documento veem no Partido Verde um instrumento cuja existência só faz sentido na medida em que sirva para transformar concretamente a realidade, mediante a ampliação da democracia e da equidade social. Comprometem-se publicamente a promover amplos debates, com seus filiados e com a sociedade de forma geral, para continuar formulando e atualizando sistematicamente os posicionamentos do partido em relação aos principais temas que afetam os brasileiros.
Mantêm os seguintes compromissos:
Preparar o partido para a atualização estatutária e programática, a ser aprovada em convenção nacional que será realizada em março de 2012;
Mobilizar o partido para responder da forma devida aos principais temas em pauta no país, como a reforma política e a reforma tributária, assim como para enfrentar a pressão por retrocessos na legislação florestal e pela implantação de novas usinas nucleares, entre vários outros assuntos importantes que poderiam ser citados;
Preparar o partido para as eleições municipais, estimulando candidaturas próprias, especialmente nos municípios onde houver dois turnos de votação;
Promover o recadastramento dos filiados, simultaneamente a uma grande campanha nacional por novas filiações.
EXECUTIVA NACIONAL DO PARTIDO VERDE
07/07/2011 - 15:00
Nota de esclarecimento aos brasileiros
nota oficial do Partido Verde
Executiva Nacional do PV
Nota de esclarecimento aos brasileiros
O Partido Verde e sua candidata fizeram nascer nos corações e mentes de milhões de brasileiros a idéia de uma terceira via possível, uma alternativa consistente ao quadro simplista que nos era apresentado, de um Brasil com apenas duas portas que poderiam ser abertas em direção ao futuro. Não apenas nos consolidamos como uma opção política concreta. Influenciamos a reformulação das plataformas dos dois candidatos alçados ao segundo turno das eleições presidenciais, mediante a inserção da questão moral e ambiental como tema de peso a ser considerado.
O Partido Verde e sua candidata, Marina Silva, fizeram história. A campanha que levou a causa verde para um número de brasileiros que nem nós no princípio esperávamos marcou-se pela sintonia perfeita entre o partido político e sua candidata. A luta em prol de uma sociedade equilibrada e justa do ponto de vista social e ambiental está e continuará no cerne das preocupações do Partido Verde.
Por essa luta, esforços foram empreendidos e dificuldades iniciais superadas. O Partido Verde tem como marca teses avançadas e pioneiras, que sempre abrangeram, além da questão ambiental, o apoio à luta das minorias e a defesa de temas como a união homoafetiva e a descriminalização do aborto e das drogas, entre outros. Com generosidade e respeito às diferenças, para receber Marina Silva sem quaisquer freios, estabelecemos a cláusula de consciência, que permite que filiados explicitem suas posições pessoais em relação a itens do programa partidário em face de convicções religiosas. Reconhecendo desde o início a relevância política de Marina, foi alterado, também, o número de membros da Executiva do partido, de maneira a abrir espaço a vozes diretamente ligadas à futura candidata.
Também fomos o partido que lançou o maior número de candidatos aos governos estaduais com o objetivo de consolidar a candidatura presidencial, o que dificultou o fortalecimento da nossa bancada Federal, que baixou de 15 para 14 deputados. Com olhar para o país, assumiu-se que o partido e Marina deveriam se empenhar para estar em plena convergência.
Não podemos nos furtar, todavia, a expressar nossa posição sobre a situação que gerou a polêmica em torno da possível saída de Marina Silva de nosso partido. Consideramos que estamos passando por nossa primeira grande crise de crescimento. O Partido Verde e suas lutas, entretanto, são maiores do que qualquer pessoa. Temos certeza de que ultrapassaremos os problemas atuais e sairemos fortalecidos desse processo.
Deve ser dito que não nos recusamos, em momento algum, a efetivar aperfeiçoamentos nas regras que moldam o funcionamento de nosso partido. Estão programadas atualizações programáticas e elas ocorrerão, no tempo oportuno dos verdes, e como decorrência de amplo debate interno e com a sociedade, não da imposição de grupos determinados que integram o partido. Cabe explicar que, no atual estatuto do Partido Verde, não se apresentam quaisquer óbices à participação dos filiados nos processos internos de tomada de decisão. Muito ao contrário.
A transformação dos partidos políticos, como toda construção social, necessita ser conduzida de maneira democrática e responsável. Os processos nesse sentido devem ter como base a tolerância, a abertura para negociação, a persistência, a paciência e a humildade. Não abriremos mão das discussões necessárias, francas e abertas, antes de efetivar modificações na organização e na dinâmica de nosso partido.
O Partido Verde lamenta muito essa falsa polêmica artificialmente inflada sobre a falta de democracia interna, que tem gerado distorções injustas na imprensa brasileira. Continuaremos sempre abertos para receber em nossas fileiras pessoas que entendem que a luta pelo coletivo é muito mais relevante do que a luta pelo individual. A construção da sociedade do futuro demanda trabalho árduo e permanente, que não pode prescindir de cidadãos dispostos a ajudar. Enfatizamos, contudo, que, independentemente de qualquer pessoa, o partido opta por continuar pautado por seus princípios e ideais.
Os signatários deste documento veem no Partido Verde um instrumento cuja existência só faz sentido na medida em que sirva para transformar concretamente a realidade, mediante a ampliação da democracia e da equidade social. Comprometem-se publicamente a promover amplos debates, com seus filiados e com a sociedade de forma geral, para continuar formulando e atualizando sistematicamente os posicionamentos do partido em relação aos principais temas que afetam os brasileiros.
Mantêm os seguintes compromissos:
Preparar o partido para a atualização estatutária e programática, a ser aprovada em convenção nacional que será realizada em março de 2012;
Mobilizar o partido para responder da forma devida aos principais temas em pauta no país, como a reforma política e a reforma tributária, assim como para enfrentar a pressão por retrocessos na legislação florestal e pela implantação de novas usinas nucleares, entre vários outros assuntos importantes que poderiam ser citados;
Preparar o partido para as eleições municipais, estimulando candidaturas próprias, especialmente nos municípios onde houver dois turnos de votação;
Promover o recadastramento dos filiados, simultaneamente a uma grande campanha nacional por novas filiações.
EXECUTIVA NACIONAL DO PARTIDO VERDE
domingo, 3 de julho de 2011
Itamar...
por Mauro Santayana, em seu blog
O homem que morreu neste sábado não pertencia às elites políticas ou empresariais de Minas. Engenheiro, filho de descendentes de imigrantes (o pai, de alemães, e a mãe, de italianos) Itamar teve uma infância de classe média modesta. Não chegou a conhecer o pai, que morreu pouco antes que nascesse. Formado, com as dificuldades da situação familiar, em engenharia, aos 24 anos, trabalhou no saneamento básico na periferia de Juiz de Fora, antes de integrar os quadros do DNOCS. Esse contato com o povo o levou à vida pública.
Itamar não foi um político definido pelos estereótipos. Destacaram-se em sua personalidade e ação política os dois sentimentos que orientam os grandes homens públicos de Minas: o do nacionalismo – que vem da Inconfidência - e o da justiça social. Não há como negar a Itamar o alinhamento ideológico à esquerda. Um de seus ídolos desde a adolescência foi o gaúcho Alberto Pasqualini, dos mais importantes pensadores políticos brasileiros e conselheiro de Getúlio.
Como é de conhecimento público, prestei assessoria informal ao Presidente, e, mais tarde, ao governador. Pude acompanhar, de perto, seu empenho na defesa dos interesses nacionais e da moralidade no governo. Acompanhei, de perto, as suas preocupações, quando decidiu adotar, a conselho de membros da equipe econômica, o expediente antiinflacionário da Alemanha dos anos 20 – o Plano Schacht. Era a segunda vez que se tentava, no continente, a mesma estratégia contra a hiperinflação, bem conhecida como matéria de estudos financeiros. A primeira fora a do Plano Austral, da Argentina. Também o Plano Cruzado, de Sarney, contemplava algumas de suas medidas.
Conhecedor de matemática, Itamar reviu o plano, ponto a ponto, fez correções que lhe pareceram apropriadas e, só depois disso, assinou a medida provisória que o implantou.
Poucos dias antes de sua internação, estive em seu gabinete, em companhia do Embaixador Jerônimo Moscardo, que foi seu Ministro da Cultura. Ao nos cumprimentar, visivelmente gripado, Itamar reclamou do ambiente frio do Senado. “Esse ar acondicionado é de matar”. E disse que estava com uma gripe que não cedia.
Convidou-nos para uma visita ao gabinete do presidente José Sarney, ao lado do seu. Conversamos os quatro, alguns minutos, sobre a situação do país e do mundo. Relembramos a personalidade de Tancredo Neves e episódios menos conhecidos do processo de transição democrática que, pelas circunstâncias do tempo, Sarney e este jornalista haviam vivido mais de perto.
O grande êxito de Itamar pode ser explicado pela renúncia pessoal às glórias e pompas do poder. Não foi açodado em assumir o governo, depois do impeachment de Collor. Coube a Simon instá-lo a isso, sob o argumento da razão de Estado: o poder não admite o vazio. Logo que assumiu a Presidência, reuniu todos os dirigentes partidários e líderes no Congresso, sem excluir ninguém, nem mesmo o folclórico Enéas Cardoso. Disse-lhes que estava disposto a convocar eleições imediatas para a Presidência e Vice-Presidência, se estivessem de acordo. Silenciou-se, à espera da resposta – e ninguém concordou. Por duas ou três vezes, ele me disse que, apesar daquela recusa unânime, talvez tivesse sido melhor consultar o povo, naquela difícil circunstância.
Itamar não foi um político definido pelos estereótipos. Destacaram-se em sua personalidade e ação política os dois sentimentos que orientam os grandes homens públicos de Minas: o do nacionalismo – que vem da Inconfidência - e o da justiça social. Não há como negar a Itamar o alinhamento ideológico à esquerda. Um de seus ídolos desde a adolescência foi o gaúcho Alberto Pasqualini, dos mais importantes pensadores políticos brasileiros e conselheiro de Getúlio.
Como é de conhecimento público, prestei assessoria informal ao Presidente, e, mais tarde, ao governador. Pude acompanhar, de perto, seu empenho na defesa dos interesses nacionais e da moralidade no governo. Acompanhei, de perto, as suas preocupações, quando decidiu adotar, a conselho de membros da equipe econômica, o expediente antiinflacionário da Alemanha dos anos 20 – o Plano Schacht. Era a segunda vez que se tentava, no continente, a mesma estratégia contra a hiperinflação, bem conhecida como matéria de estudos financeiros. A primeira fora a do Plano Austral, da Argentina. Também o Plano Cruzado, de Sarney, contemplava algumas de suas medidas.
Conhecedor de matemática, Itamar reviu o plano, ponto a ponto, fez correções que lhe pareceram apropriadas e, só depois disso, assinou a medida provisória que o implantou.
Poucos dias antes de sua internação, estive em seu gabinete, em companhia do Embaixador Jerônimo Moscardo, que foi seu Ministro da Cultura. Ao nos cumprimentar, visivelmente gripado, Itamar reclamou do ambiente frio do Senado. “Esse ar acondicionado é de matar”. E disse que estava com uma gripe que não cedia.
Convidou-nos para uma visita ao gabinete do presidente José Sarney, ao lado do seu. Conversamos os quatro, alguns minutos, sobre a situação do país e do mundo. Relembramos a personalidade de Tancredo Neves e episódios menos conhecidos do processo de transição democrática que, pelas circunstâncias do tempo, Sarney e este jornalista haviam vivido mais de perto.
Itamar estava preocupado com a situação do país, e a necessidade de que se formassem líderes capazes de enfrentar as dificuldades internacionais do futuro próximo. Naquele mesmo dia, ele solicitara da Mesa do Senado a transcrição de um artigo meu, publicado neste jornal, de reparos ao seu sucessor.
O grande êxito de Itamar pode ser explicado pela renúncia pessoal às glórias e pompas do poder. Não foi açodado em assumir o governo, depois do impeachment de Collor. Coube a Simon instá-lo a isso, sob o argumento da razão de Estado: o poder não admite o vazio. Logo que assumiu a Presidência, reuniu todos os dirigentes partidários e líderes no Congresso, sem excluir ninguém, nem mesmo o folclórico Enéas Cardoso. Disse-lhes que estava disposto a convocar eleições imediatas para a Presidência e Vice-Presidência, se estivessem de acordo. Silenciou-se, à espera da resposta – e ninguém concordou. Por duas ou três vezes, ele me disse que, apesar daquela recusa unânime, talvez tivesse sido melhor consultar o povo, naquela difícil circunstância.
Quando se pôs o problema de sua sucessão, tendo em vista a sua altíssima popularidade – de mais de 80% - alguns líderes políticos lhe propuseram a apresentação de emenda constitucional permitindo a sua reeleição. Itamar recusou, com veemência, a proposta. O democrata não poderia admitir o golpe que seu sucessor desfecharia.
Mais do que sanear a moeda, Itamar ficará na História por haver recuperado a credibilidade da Presidência da República junto ao povo brasileiro. Poucos, muito poucos, dos que exerceram o alto cargo ao longo da História, ficarão na memória da Nação com a mesma e sólida presença de Itamar Franco, modesto homem do povo, intransigente patriota, severo guardião do bem público.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Tempo de Homens partidos.
Tempo de homens partidos
Veja - 11/03/2011
"As sociedades humanas se estabelecem com vistas a atingir algum bem, pois os homens só agem de modo a obter o que julgam ser um bem. A sociedade política, que é superior a todas as outras, visa ao bem em um sentido ainda mais abrangente. Ela visa ao bem comum." O filósofo Aristóteles escreveu o trecho acima há mais de 2 300 anos. Pouco se acrescentou aos ensinamentos do grego no que respeita aos objetivos sublimes da política. Mas as contribuições teóricas e práticas feitas no decorrer da história sobre o funcionamento dessa nobre arte são suficientes para que hoje as pessoas saibam o que devem cobrar de seus representantes de modo que eles se organizem da forma mais eficiente na busca do bem comum aristotélico. Uma contribuição básica é o partido político, a célula programática da democracia, que se organiza em torno de um interesse localizado mas cuja soma, idealmente, resulta em benefício da nação. Idealmente apenas.
A atividade partidária no Brasil virou uma baderna, com políticos sem definição ideológica, agremíações sem programas, plataformas ou propostas, tudo isso embalado em regras eleitorais que seriam inaceitáveis para a escolha do síndico de um prédio. Para nos limitarmos a um exemplo: o Brasil tem um partido socialista, o PSB, que lançou como candidato ao governo paulista Paulo Skaf, presidente da Fiesp, entidade patronal representante dos donos de indústria de São Paulo. Esse mesmo PSB agora pode receber em suas fileiras a senadora Kátia Abreu, que fez carreira representando o latifúndio agrário. A reportagem revela o caos partidário, avalia as propostas de reforma em andamento no Congresso e enfatiza a necessidade de que se ponha ordem naquela que deveria ser a mais altaneira missão pública de um cidadão, servir ao seu país como político. O estadista inglês Winston Churchill, que saiu e depois retomou ao Partido Conservador em 1924, se dizia em paz com sua consciência por ter feito ambas as trocas para satisfazer seus princípios, enquanto "outros trocam de princípios para satisfazer seus partidos", Boa lição. A política começa a valer a pena para um país quando há políticos com consciência e partidos com princípios.
Veja - 11/03/2011
"As sociedades humanas se estabelecem com vistas a atingir algum bem, pois os homens só agem de modo a obter o que julgam ser um bem. A sociedade política, que é superior a todas as outras, visa ao bem em um sentido ainda mais abrangente. Ela visa ao bem comum." O filósofo Aristóteles escreveu o trecho acima há mais de 2 300 anos. Pouco se acrescentou aos ensinamentos do grego no que respeita aos objetivos sublimes da política. Mas as contribuições teóricas e práticas feitas no decorrer da história sobre o funcionamento dessa nobre arte são suficientes para que hoje as pessoas saibam o que devem cobrar de seus representantes de modo que eles se organizem da forma mais eficiente na busca do bem comum aristotélico. Uma contribuição básica é o partido político, a célula programática da democracia, que se organiza em torno de um interesse localizado mas cuja soma, idealmente, resulta em benefício da nação. Idealmente apenas.
A atividade partidária no Brasil virou uma baderna, com políticos sem definição ideológica, agremíações sem programas, plataformas ou propostas, tudo isso embalado em regras eleitorais que seriam inaceitáveis para a escolha do síndico de um prédio. Para nos limitarmos a um exemplo: o Brasil tem um partido socialista, o PSB, que lançou como candidato ao governo paulista Paulo Skaf, presidente da Fiesp, entidade patronal representante dos donos de indústria de São Paulo. Esse mesmo PSB agora pode receber em suas fileiras a senadora Kátia Abreu, que fez carreira representando o latifúndio agrário. A reportagem revela o caos partidário, avalia as propostas de reforma em andamento no Congresso e enfatiza a necessidade de que se ponha ordem naquela que deveria ser a mais altaneira missão pública de um cidadão, servir ao seu país como político. O estadista inglês Winston Churchill, que saiu e depois retomou ao Partido Conservador em 1924, se dizia em paz com sua consciência por ter feito ambas as trocas para satisfazer seus princípios, enquanto "outros trocam de princípios para satisfazer seus partidos", Boa lição. A política começa a valer a pena para um país quando há políticos com consciência e partidos com princípios.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Crise é oportunidade.
Durante a primeira crise do governo Dilma muitos criticaram os blogueiros independentes, sobretudo os jornalistas. Ao contrário da militância e de outros ativistas, comprometidos com causas político-ideológicas os profissionais da comunicação têm sim compromissos morais e éticos definidos.
São esses compromissos que, em última instância, garantem a sobrevivência de um profissional independente. É a coerência, a firmeza de princípios, o rigor técnico e a liberdade de opiniar, ainda que às vezes contra a vontade de seus leitores, que constituem o maior patrimônio de uma atividade intelectual: a credibilidade.
Os "penas de aluguel" do PIG ficaram em dúvida. De início partiram para cima de Palocci. Quando perceberam que perder o ministro poderia significar diminuir seu poder de influência dentro do governo recuaram. Mas aí já era tarde demais para sair em defesa do ex-aliado. Resultado: foram para a forca com ele e perderam mais do que ganharam.
Mas o que importa é que crise é oportunidade. E Dilma percebeu isso logo nas primeiras horas. Pôs em prática, ao lado de Lula, um plano de redução de danos, que consistia em, primeiro, blindar seu ministro para, depois, ao abrir mão dele, não o expor a investigações e constrangimentos. O plano foi um sucesso. A Comissão de Ética do governo, a Procuradoria Geral da República e o Senado estancaram o sangramento de Palocci.
O governo sai maior. Dilma sai maior. Mantega e sua política-econômica saem mais fortes. O Plano Nacional de Banda Larga sai mais forte. Os jornalistas independentes saem mais fortas e o país, ah o país, esse sim não para de se "enfortecer". Tenho fé no futuro e agora, livre de Palocci, estou ainda mais confiante.
São esses compromissos que, em última instância, garantem a sobrevivência de um profissional independente. É a coerência, a firmeza de princípios, o rigor técnico e a liberdade de opiniar, ainda que às vezes contra a vontade de seus leitores, que constituem o maior patrimônio de uma atividade intelectual: a credibilidade.Reparem que logo nas primeiras horas os principais nomes do jornalismo independente - em uníssono - se pronunciaram por uma resposta firme: cortar na carne. Todos sabiam que a crise só interessava aos que, enfraquecendo o governo ganhariam muito com isso, principalmente o PMDB. Vejam que a lista não foi pequena: Mino Carta, Mauro Santayana (com toda sua sutileza), Paulo Henrique Amorim, Alberto Dines, Ricardo Kotscho, Luis Nassif, Maria Inês Nassif, Luis Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges e tantos outros.
Os "penas de aluguel" do PIG ficaram em dúvida. De início partiram para cima de Palocci. Quando perceberam que perder o ministro poderia significar diminuir seu poder de influência dentro do governo recuaram. Mas aí já era tarde demais para sair em defesa do ex-aliado. Resultado: foram para a forca com ele e perderam mais do que ganharam.
Mas o que importa é que crise é oportunidade. E Dilma percebeu isso logo nas primeiras horas. Pôs em prática, ao lado de Lula, um plano de redução de danos, que consistia em, primeiro, blindar seu ministro para, depois, ao abrir mão dele, não o expor a investigações e constrangimentos. O plano foi um sucesso. A Comissão de Ética do governo, a Procuradoria Geral da República e o Senado estancaram o sangramento de Palocci.
Enquanto isso, ele foi a público - com a ajuda de seus algozes - dar explicações sobre seus negócios (plano parcialmente bem sucedido). Quando entregou o posto estava livre de qualquer ônus senão o político. E quem ficou com a brocha na mão foi, mais uma vez, foram o poder econômico e seu sócios no PIG (O Partido da Imprensa Golpista).
O governo sai maior. Dilma sai maior. Mantega e sua política-econômica saem mais fortes. O Plano Nacional de Banda Larga sai mais forte. Os jornalistas independentes saem mais fortas e o país, ah o país, esse sim não para de se "enfortecer". Tenho fé no futuro e agora, livre de Palocci, estou ainda mais confiante.
Secretário-geral do PT explica o constrangimento com Caso Palocci
Segue um texto do ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pieta. Ele é secretário-geral do PT, da corrente Mensagem ao Partido. A mesma do governador Tarso Genro e do ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. Mas neste texto ele não fala só pela sua corrente. Este blogueiro entrevistou muita gente no percurso do episódio, de outras correntes no partido, incluindo a majoritária Construindo um Novo Brasil, que em off tratavam a questão da mesma forma.
Mas vale mais a pena ler o texto do Elói do que ouvir minhas considerações. Segue:
O PT e a crise do ministro Palocci
Para os petistas, não sair em defesa de Palocci foi uma reação contra o risco de distanciamento do PT em relação à sua base social. Por isso estamos com a presidenta Dilma e apoiamos sua dolorosa atitude nesta hora. Mesmo tendo que perder um ministro tão importante, ou tendo que parecer vencida pela pressão das oposições, ela preferiu não perder o sentido social de seu governo.
Os petistas não contestam o direito que Palocci tinha de exercer uma atividade privada quando saiu do governo em 2006 e de ter sucesso nela. O que causou espanto e levou os petistas a não apoiarem sua permanência no governo, foi a origem de seus ganhos privados (orientar os negócios de grandes empresas), a magnitude dos resultados (dezenas de milhões de reais), e o alto padrão de vida que ele se concedeu (representado pelo investimento em moradia fora de sua própria origem de classe média).
Nós, petistas, éramos ‘de fora’ nos tornamos ‘de dentro’ do Estado brasileiro. Até hoje a elite rica ou a classe média alta de doutores não simpatiza com ver lá essa geração vinda dos movimentos de trabalhadores. Somos herdeiros dos esforços que o Partido Comunista representou ao levar em 1945 ao Parlamento trabalhadores historicamente excluídos do poder (por pouco tempo, já que logo posto na ilegalidade). Somos herdeiros daqueles que no início dos anos de 1960 ensaiaram alguma presença no Estado através de suas lideranças sindicais e de partidos socialistas nascentes (tentativa abortada com o golpe militar).
Enfrentamos com muitas dificuldades materiais as eleições. Uma após outra, elegemos homens e mulheres vereadores, deputados, prefeitos, senadores, governadores, até chegar três vezes à presidência da República. Muitos se tornaram assessores nos parlamentos, nos governos, diretores, secretários, dirigentes de empresas públicas, ministros.
Lá longe, o filósofo grego Platão, em A República, dizia que os governantes das cidades-estado não deveriam possuir bens, exceto aquilo de essencial que um cidadão precisa para viver. Que deveriam ter o ouro e a prata apenas na alma, porque se fossem proprietários de terras, casas e dinheiro, de guardas que eram da sociedade se transformariam em mercadores e donos de terras, então, de aliados passariam a inimigos dos outros cidadãos.
A Revolução Francesa no fim do século 18 fez brilhar pela ação dos excluídos as ideias de igualdade, fraternidade e liberdade, contra a concentração da riqueza e do poder nos reis, na nobreza e no clero. É verdade que depois houve a restauração do Império, mas também se fortaleceram as ideias socialistas.
Marx e Engels, que buscavam a emancipação do proletariado, consideravam que, para modificar a consciência coletiva era preciso modificar a base material da atividade econômica. Não bastava, portanto, a crítica das ideias, porque o pensar das pessoas reflete seu comportamento material.
Filósofos sociais posteriores, mesmo aqueles cujas ideias deram suporte ao liberalismo, como Max Weber, falavam de estamentos sociais definidos pelos princípios de seu consumo de bens nas diversas formas de sua maneira de viver.
Já dizia Maquiavel que a política se altera no ritmo incessante das ondas do mar. Os partidos tendem a ser como estas ondas: vem de muito longe, vem crescendo, até que um dia se quebram mansamente nas praias ou mais rudemente nos rochedos. Defender vida modesta para políticos vindos da vida modesta das maiorias, é para o PT uma das condições indispensáveis para comandar um processo de distribuição da renda e inclusão das multidões excluídas, embora não a condição única. Para cumprir esta condição e nosso papel, é essencial sermos, como temos sido: fiéis, na nossa vida pessoal e política, aos milhões e milhões de brasileiros que têm votado e confiado em nós. É legítimo para nós progredir ao longo da vida, desde que todos cresçam na mesma medida em que o bem-estar do povo cresce.
Voltando ao companheiro Palocci: respeitamos suas opções, admiramos sua competência, reconhecemos seu trabalho a serviço do povo. Mas, pelas razões expostas, o PT mostrou que prefere o político de vida simples que conhecemos, ao empresário muito bem sucedido sobre o qual agora se fala.
texto extraído do Blog do Rovai
O fato é que em poucas vezes “na história deste país”, um caso constrangeu tanto petistas como este de Palocci. A diferença é que ele enriqueceu como nenhum outro do PT. No caso do mensalão, as liderenças sabiam que muitos deputados que haviam pego 50 paus tinham sacado a grana para fazer campanhas municipais. Ou seja, fizeram o tal caixa 2. Que ainda reina à solta por aí enquanto não for aprovado o financiamento público de campanha.
Mas vale mais a pena ler o texto do Elói do que ouvir minhas considerações. Segue:
O PT e a crise do ministro Palocci
Para os petistas, não sair em defesa de Palocci foi uma reação contra o risco de distanciamento do PT em relação à sua base social. Por isso estamos com a presidenta Dilma e apoiamos sua dolorosa atitude nesta hora. Mesmo tendo que perder um ministro tão importante, ou tendo que parecer vencida pela pressão das oposições, ela preferiu não perder o sentido social de seu governo.
Os petistas não contestam o direito que Palocci tinha de exercer uma atividade privada quando saiu do governo em 2006 e de ter sucesso nela. O que causou espanto e levou os petistas a não apoiarem sua permanência no governo, foi a origem de seus ganhos privados (orientar os negócios de grandes empresas), a magnitude dos resultados (dezenas de milhões de reais), e o alto padrão de vida que ele se concedeu (representado pelo investimento em moradia fora de sua própria origem de classe média).
Nós, petistas, éramos ‘de fora’ nos tornamos ‘de dentro’ do Estado brasileiro. Até hoje a elite rica ou a classe média alta de doutores não simpatiza com ver lá essa geração vinda dos movimentos de trabalhadores. Somos herdeiros dos esforços que o Partido Comunista representou ao levar em 1945 ao Parlamento trabalhadores historicamente excluídos do poder (por pouco tempo, já que logo posto na ilegalidade). Somos herdeiros daqueles que no início dos anos de 1960 ensaiaram alguma presença no Estado através de suas lideranças sindicais e de partidos socialistas nascentes (tentativa abortada com o golpe militar).
Quando estávamos perto do poder ou nele, as empresas privadas ajudaram nossas campanhas e procuraram nos aproximar delas. Queremos o financiamento público dos partidos para não depender delas. Respeitamos os empresários, mas com a devida distância.
Não queremos sair do que fomos. Sabemos que as relações econômicas e as condições materiais de vida terminam moldando ideias e ações. São milenares as reflexões que alertam para isso. Vamos recordar alguns exemplos.
A Revolução Francesa no fim do século 18 fez brilhar pela ação dos excluídos as ideias de igualdade, fraternidade e liberdade, contra a concentração da riqueza e do poder nos reis, na nobreza e no clero. É verdade que depois houve a restauração do Império, mas também se fortaleceram as ideias socialistas.
Marx e Engels, que buscavam a emancipação do proletariado, consideravam que, para modificar a consciência coletiva era preciso modificar a base material da atividade econômica. Não bastava, portanto, a crítica das ideias, porque o pensar das pessoas reflete seu comportamento material.
Filósofos sociais posteriores, mesmo aqueles cujas ideias deram suporte ao liberalismo, como Max Weber, falavam de estamentos sociais definidos pelos princípios de seu consumo de bens nas diversas formas de sua maneira de viver.
Já dizia Maquiavel que a política se altera no ritmo incessante das ondas do mar. Os partidos tendem a ser como estas ondas: vem de muito longe, vem crescendo, até que um dia se quebram mansamente nas praias ou mais rudemente nos rochedos. Defender vida modesta para políticos vindos da vida modesta das maiorias, é para o PT uma das condições indispensáveis para comandar um processo de distribuição da renda e inclusão das multidões excluídas, embora não a condição única. Para cumprir esta condição e nosso papel, é essencial sermos, como temos sido: fiéis, na nossa vida pessoal e política, aos milhões e milhões de brasileiros que têm votado e confiado em nós. É legítimo para nós progredir ao longo da vida, desde que todos cresçam na mesma medida em que o bem-estar do povo cresce.
Voltando ao companheiro Palocci: respeitamos suas opções, admiramos sua competência, reconhecemos seu trabalho a serviço do povo. Mas, pelas razões expostas, o PT mostrou que prefere o político de vida simples que conhecemos, ao empresário muito bem sucedido sobre o qual agora se fala.
Nesse mix de filosofias sobre a riqueza e seu reflexo no pensamento social, terminamos lembrando o imperativo categórico de Kant: aja de tal modo que a máxima de sua ação possa ser universalizada, isto é, para que todos sejam iguais a você. Por isso que, para continuarmos a ser um partido dos trabalhadores, não é bom que cultivemos o ideal de empresários.
*Elói Pietá é secretário geral nacional do PT.
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